As vindimas consistem na colheita dos cachos de uvas, destinados à produção de vinho, quando estas atingem o grau indicado de amadurecimento. Os cachos são então enviados para os lagares, onde começa a produção dos vinhos.

O presidente da ViniPortugal, Frederico Falcão, diz que o problema é generalizado no país e pode comprometer o crescimento das exportações do setor.

A escassez de materiais para embalamento está provocando um aumento dos custos – no caso das garrafas chega aos 45%, que deverão se refletir em subida de 5-10% nos preços ao consumidor.

Segundo Falcão, a crise é consequente do atraso na recuperação da produção de garrafas, rótulos ou caixas depois da redução provocada pela pandemia; da subida dos preços da energia; da falta de matérias-primas com que se deparam os fabricantes; e da disrupção nas cadeias logísticas.

No mês passado, o canal de TV alemão Das Erste alertou que o embargo do fornecimento de gás russo pode prejudicar as empresas fabricantes de vidro.

A produção de vidro envolve matérias-primas mantidas a 1.600 graus Celsius 24 horas por dia para evitar que o vidro endureça. O processo exige uma quantidade significativa de energia, a maior parte produzida por gás natural de origem russa.

A Associação Federal da Indústria do Vidro (Bundesverband Glasindustrie e.V. – BV Glas) afirmou que uma eliminação completa do fornecimento de gás natural para a indústria de vidro resultaria não apenas em uma perda de produção, mas também em danos permanentes aos equipamentos, que levariam meses ou até anos para serem recuperados. Segundo a BV Glas, os danos podem levar a gargalos no fornecimento de vidro e colocar em risco as cadeias de fornecimento em muitas outras áreas, como as indústrias de alimentos, bebidas, produtos farmacêuticos, automotivos e de construção.

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