O anúncio ocorreu depois que pelo menos dez cidades do norte do país foram isoladas após um número de casos do COVID-19.

Zaia disse que o contágio mostrou que o vírus é transmitido como qualquer gripe e que tentar identificar uma única fonte para os casos ou estabelecer um vínculo com a China não é mais uma medida eficaz de contenção.

Todos os eventos públicos em Veneza serão cancelados por pelo menos uma semana, disse o chefe do governo regional.

Milão adotou medidas semelhantes, mas não deverão afetar os dias finais da famosa Semana da Moda da cidade.

"Os desfiles de moda estão acontecendo com calma, não há pânico, não há casos de contaminação ou suspeita de casos em Milão", disse Carlo Capasa, presidente da Câmara Nacional de Moda.

Contudo, Giorgio Armani estará realizando seu desfile da Semana de Moda de Milão a portas fechadas neste domingo.

"Foi tomada a decisão de salvaguardar o bem-estar de todos os convidados por não tê-los em espaços lotados", disse a empresa, que transmitirá o desfile na passarela mas sem público.

É a primeira vez que a grife de Milão, de 45 anos, deu um passo à frente nos problemas de saúde pública. A organização do evento disse que respeitava a decisão da Armani, mas que não havia notícias de outras casas de moda alterando seus planos.

O ministro da Saúde italiano Roberto Speranza disse que o país agora está observando o mesmo tipo de agrupamento de casos que a Alemanha e a França já viram.

O Primeiro-Ministro Giuseppe Conte realizou uma reunião de emergência no gabinete com a Proteção Civil no sábado.

Conte declarou o isolamento obrigatório de todas as pessoas que estiveram em contato com pacientes testadas positivo para o coronavírus e disse que o governo está examinando outras medidas para conter o surto.

A Itália já registra 132 casos de infecção por coronavírus, com 22 pacientes internados em UTI. São 89 pessoas na Lombardia, 25 em Veneto, nove em Emilia Romagna e seis em Piemonte, disse o chefe do serviço de Proteção Civil, Angelo Borrelli.

A imprensa italiana informou no sábado que pelo menos 10 cidades foram efetivamente bloqueadas: Casalpusterlengo, Codogno, Castiglione d'Adda, Fombio, Maleo, Somaglia, Bertonico, Terranova dei Passerini, Castelgerundo e San Fiorano.

O prefeito de Codogno emitiu um decreto ordenando o fechamento de todos os restaurantes, cafés, escolas e pontos de encontro público, como discotecas e academias. O hospital da cidade fechou o setor de emergência, e os funcionários estão usando máscaras. Agentes do governo estão providenciando aumento de camas e de móveis. O Ministério da Saúde recomendou ninguém sair de casa.

* Com informações do Euronews, The Telegraph

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