Os imóveis de 2 dormitórios destacaram-se no mês de outubro em quase todos os indicadores: vendas (2.980 unidades), oferta (18.394 unidades), VGV (R$ 853,3 milhões), unidades lançadas (4.276) e o maior VGO (R$ 5,6 bilhões).

O maior VSO (16%), resultado das 1.847 unidades comercializadas em relação aos 11.403 imóveis ofertados, foi registrado nos imóveis com 1 dormitório.

Imóveis na faixa de 30 m² e 45 m² de área útil lideram em quase todos os indicadores: vendas (2.859 unidades), oferta (15.309 unidades), VGV (R$ 630,0 milhões), VGO (R$ 3,5 bilhões) e lançamentos (3.771 unidades).

A análise por zonas da cidade demonstra que, em outubro, a região Leste liderou em vendas (1.644 unidades) e nos lançamentos (3.433 unidades). O Centro registrou o maior VSO (24%) e a zona Sul, a maior quantidade de imóveis em oferta (10.891 unidades).

Por faixa de preço, os imóveis com valor de até R$ 240 mil lideraram os indicadores de vendas (3.256 unidades), de oferta final (16.361 unidades) e de lançamentos (4.361 unidades).
Unidades residenciais lançada na cidade de São Paulo. Fonte/Arte: © Secovi-SP
Unidades residenciais lançada na cidade de São Paulo. Fonte/Arte: © Secovi-SP

Os imóveis econômicos responderam por 54% das vendas de unidades do mês de outubro, enquanto em VGV (Valor Global de Vendas), a participação foi de 20%.

Unidades residenciais vendidas. Fonte/Arte: © Secovi-SP
Unidades residenciais vendidas. Fonte/Arte: © Secovi-SP

“A reação nas vendas de imóveis vem ocorrendo desde maio, quando superamos a fase mais crítica da quarentena. Contudo, vale destacar que, de agosto a outubro, foram comercializadas 17.049 unidades, 45% do total das vendas do ano”, disse Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

No acumulado de janeiro a outubro, foram vendidas 38.287 unidades, o que representa um crescimento de 5,6% em relação ao acumulado do mesmo período do ano passado (36.267 unidades).

“Vale lembrar que, em 2019, tivemos recorde de vendas. Em valores monetários, o VGV acumulado no ano apresentou redução de 7,3% em termos reais, considerando a correção pelo INCC (Índice Nacional de Custo da Construção). Neste ano, foram comercializados R$ 17,9 bilhões e, no ano passado, R$ 19,3 bilhões”, diz Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP.

Evolução de unidades residenciais vendidas (acumulado 12 meses). Fonte/Arte: © Secovi-SP
Evolução de unidades vendidas (acumulado 12 meses). Fonte/Arte: © Secovi-SP

No acumulado de 12 meses (novembro de 2019 a outubro de 2020), as 51.244 unidades comercializadas representaram um aumento de 13% em relação ao período anterior (novembro de 2018 a outubro 2019), quando foram negociadas 45.314 unidades.

A capital paulista encerrou o mês de outubro com a oferta de 32.544 unidades disponíveis para venda. A quantidade de imóveis ofertados foi 2,3% superior à registrada no mês anterior (31.800 unidades) e ficou 11% acima do volume de outubro do ano passado (29.322 unidades). Esta oferta é composta por imóveis na planta, em construção e prontos (estoque), lançados nos últimos 36 meses (novembro de 2017 a outubro de 2020).

Em outubro, o Valor Global da Oferta (VGO) totalizou R$ 16,2 bilhões, resultado 8,8% abaixo do percebido em outubro de 2019 (R$ 17,8 bilhões) – valores atualizados pelo INCC-DI de outubro de 2020.

Ampliando o período analisado para 48 meses (novembro de 2016 a outubro de 2020), a oferta de imóveis não vendidos sobe para 33.628 unidades.

“A economia começa a apresentar sinais de retomada e a atividade imobiliária teve papel fundamental neste movimento de recuperação. Com exceção dos momentos mais agudos da pandemia, o setor imobiliário manteve números positivos, a exemplo do agronegócio”, ressaltou o presidente do Secovi-SP, Basilio Jafet.

Segundo a entidade, contribuíram para o cenário favorável as baixas taxas de juros, os preços acessíveis dos imóveis e a decisão de não paralisar as obras durante a pandemia.

“A determinação do governo federal em classificar a construção civil como atividade essencial foi acertada, porque é enorme a nossa capacidade de gerar empregos, movimentar a economia e atender a uma forte demanda por imóveis”, disse Jafet.

* Com informações do Secovi-SP

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