Com o título COVID-19: stigmatising the unvaccinated is not justified, a correspondência aponta que altos funcionários dos EUA e Alemanha têm usado o termo "pandemia do não vacinado", sugerindo que as pessoas que foram vacinadas não são relevantes na epidemiologia de covid-19 e ainda que "os não vacinados são uma ameça aos vacinados".

Kampf lembra que há evidências crescentes de que os indivíduos vacinados continuam a ter um papel relevante na transmissão e destaca a alta carga viral dos infectados.

"Nos EUA, um total de 10.262 casos de covid-19 foram relatados em pessoas vacinadas até 30 de abril de 2021, dos quais 2.725 (27%) eram assintomáticos, 995 (10%) foram hospitalizados e 160 (1,6 %) morreram", observa Kampf. "Na Alemanha, 55% dos casos sintomáticos de covid-19 em pacientes com 60 anos ou mais ocorreram em indivíduos totalmente vacinados".

"As pessoas vacinadas têm um risco menor de doenças graves, mas ainda são uma parte relevante da pandemia. Portanto, é errado e perigoso falar de uma pandemia do não vacinado", escreve Kampf.

"Conclamo funcionários de alto escalão e cientistas a parar com a estigmatização de pessoas não vacinadas, que incluem nossos pacientes, colegas e outros cidadãos, e a fazer um esforço extra para unir a sociedade", conclui a carta.

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