A campanha  tem o objetivo de imunizar 2,9 milhões de paulistanos. A medida foi definida com Ministério da Saúde e a Prefeitura de São Paulo, uma vez que a cidade é um grande ponto de chegada e saída de viajantes de todo o mundo.

Segundo o médico Julio Abramczyk, a campanha visa três faixas etárias:

  • Quem nasceu a partir de 1960,  com 30 a 59 anos, precisa receber mais uma dose da vacina, para reforçar  as defesas imunológicas.
  • Jovens e adultos de 15 a 29 anos devem ser vacinados independentemente do número de aplicações anteriormente recebidas,  segundo os médicos da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.
  • Crianças entre 6 e 11 meses e 29 dias devem ser vacinadas, com previsão para nova aplicação aos 12 meses.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, o “Dia D”  será realizado em 29 de junho.

Doses

Vale destacar que a vacina tríplice viral protege contra sarampo,  rubéola e caxumba e as doses estão disponíveis na rede estadual durante o  ano todo na rotina dos postos. O Programa Estadual de Vacinação prevê  administração da dose aos 12 meses e um reforço aos 15 meses com a  tetraviral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela).

Há contraindicação para gestantes e imunodeprimidos, como pessoas  submetidas a tratamento de leucemia e pacientes oncológicos. “A pasta  faz monitoramento epidemiológico ininterrupto no Estado quanto a  circulação de todas às doenças. Com esta campanha, queremos vacinar e  proteger a população, considerando a possibilidade da reintrodução do  vírus, como já se verifica em outros locais do Brasil”, explica o  secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann Ferreira.

A diretora de Imunização da Secretaria, Helena Sato, reforça a  segurança da vacina. “A vacina é segura e feita com vírus vivo atenuado.  Além dessa ação de imunização, todas as pessoas serão orientadas a  procurar o serviço de saúde mais próximo em caso de início de sintomas,  que podem incluir febre e manchas vermelhas na pele sem coceira, entre  outros”, salienta.

Litoral

Na cidade de Santos, no litoral, uma estratégia similar está curso  desde fevereiro, pois é outro ponto estratégico de entradas e saídas do  país devido ao porto, o maior da América Latina. A vacinação foi  planejada devido à notificação de casos no navio de cruzeiro Seaview, da  MSC, na costa brasileira.

A campanha em curso na Baixada Santista tem o objetivo de imunizar 91  mil jovens e adultos de 15 a 29 anos. Desse total, 63 mil pessoas foram  vacinadas até o momento. No ano passado, o Estado ultrapassou a meta de  vacinar 95% das crianças contra sarampo na campanha de 2018.

Foram imunizadas mais de 2,1 milhão de menores na faixa de 1 a  menores de 5 anos, o que corresponde a 97% do público-alvo. Na capital, a  cobertura foi de 95,9% na campanha, e de 100% em Santos.

Diante de toda notificação de caso suspeito de sarampo, as  prefeituras realizam ações de bloqueio ampliado para contenção de  eventuais surtos, com apoio técnico do Centro de Vigilância  Epidemiológica estadual e com base em diretrizes do Ministério da Saúde.

Registros

Em 2019, até o momento, o Estado registra 51 casos confirmados de  sarampo, com o mesmo vírus que circula na Europa e Índia, por exemplo.  Em 2018, São Paulo registrou três casos confirmados, sendo um importado  da Ásia Ocidental e outros dois do Estado do Amazonas.

“A circulação endêmica da doença foi interrompida no Estado no ano  2000. Casos esporádicos ocorreram eventualmente desde então,  relacionados à importação do vírus de várias regiões do mundo onde ainda  o controle da doença não foi atingido”, afirma a diretora do Centro de  Vigilância Epidemiológica, Regiane de Paula.

* Com informações do Dr. Julio Abramczyk.

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