Última atualização: 09/07/2021

Atualização 09/07

A Anvisa divulgou nesta sexta-feira (9) comunicado datado de 2 de julho (COMUNICADO GGMON 007/2021) sobre o risco de miocardite e pericardite após vacinação com o produto da Pfizer/BioNTech.

- Casos de miocardite e pericardite têm sido reportados em outras partes do mundo após vacinação com imunizantes da Pfizer e Moderna. No Brasil, está em uso a vacina Comirnaty, importada pela Wyeth/Pfizer, com registro definitivo no País concedido pela Anvisa.

- Análise da FDA, agência reguladora americana, mostra riscos aumentados de ocorrência de miocardite e pericardite, com início dos sintomas alguns dias após a vacinação.

- A Anvisa alerta para que os vacinados procurem assistência médica imediata se tiverem dor no peito, falta de ar, palpitações ou alterações dos batimentos cardíacos após a imunização com a vacina da Pfizer.
Atualização 11/06/2021

As pessoas que foram vacinadas com AstraZeneca/Fiocruz devem procurar assistência médica imediata se sentirem inchaço rápido dos braços e pernas ou aumento repentino de peso nos dias após a vacinação. Estes sintomas estão frequentemente associados à sensação de desmaio (devido à pressão arterial baixa).

Os profissionais de saúde não devem aplicar AstraZeneca/Fiocruz a pessoas com histórico de síndrome de vazamento capilar.

A síndrome de vazamento capilar é uma condição muito séria, que pode ser fatal se não for tratada. Causa vazamento de fluido dos capilares, resultando em edema que afeta principalmente os membros, hipotensão, hemoconcentração e hipoalbuminemia.

As informações da vacina da AstraZeneca/Fiocruz serão atualizadas para incluir uma contra-indicação em pessoas com histórico de síndrome de vazamento capilar. A condição também será listada como um efeito colateral com uma frequência desconhecida.

Fonte: EMA

Atualização 05/06/2021

A vacina Sputnik V foi autorizada pela Anvisa para uso apenas na imunização de adultos sem comorbidades e com menos de 60 anos.

Os governadores estão obrigados a informar que a vacina não possui registro e nem autorização para uso emergencial no Brasil, destacando que não possui avaliação da Anvisa quanto aos critérios de qualidade, eficácia e segurança.

As seguintes contraindicações deverão ser consideradas na imunização: hipersensibilidade a qualquer dos componentes da fórmula, gravidez, uso por lactantes, menores de 18 anos, mulheres em idade fértil que desejam engravidar nos próximos meses, ter recebido outra vacina contra Covid-19, febre, HIV, hepatite B ou C, antecedentes de qualquer vacinação nas quatro semanas anteriores à potencial data de vacinação, ter recebido imunoglobulinas ou hemoderivados há três meses antes da potencial vacinação, tratamentos com imunossupressores, citotóxicos, quimioterapia ou radiação há 36 meses antes da potencial vacinação, terapias com biológicos incluindo anticorpos anticitocinas e outros anticorpos, enfermidades graves ou não controladas (cardiovascular, respiratória, gastrointestinal, neurológica, insuficiência hepática,   insuficiência renal, patologias endócrinas) e antecedentes de anafilaxia (segunda dose da vacina).
Atualização 09/12/2020 - Vacina covid da Pfizer causa hospitalização de duas pessoas no primeiro dia de vacinação na Inglaterra.

A MHRA emitiu o seguinte comunicado:

"Qualquer pessoa com histórico de reação alérgica significativa a uma vacina, medicamento ou alimento (como histórico anterior de reação anafilactoide [semelhante à anafilaxia] ou aqueles que foram aconselhados a carregar um autoinjetor de adrenalina) não devem receber a vacina Pfizer / BioNtech.

Instalações de reanimação devem estar disponíveis o tempo todo para todas as vacinações. A vacinação só deve ser realizada em instalações onde existam medidas de reanimação".
Atualização 08/01/2021 - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ressalvou que o uso emergencial de uma vacina será liberada apenas para o público previamente definido e testado nos ensaios clínicos.
Atualização 19/01 - A Bharat Biotech divulgou orientação que pessoas com qualquer histórico de alergia; imunocomprometidas ou tomando medicamentos que afetam seu sistema imune; com distúrbios hemorrágicos ou tomando medicamentos que "afinam o sangue"; com febre; grávidas ou amamentando; ou que receberam outra vacina covid-19 não devem ser inoculadas com a Covaxin – imunizante que utiliza a mesma tecnologia da vacina chinesa CoronaVac, autorizada para uso no Brasil.
Atualização 28/01 - A comissão de especialistas em vacinas do Robert Koch Institute, agência do governo federal alemão responsável pelo controle e prevenção de doenças, recomendou que o imunizante da AstraZeneca deve ser dado apenas a pessoas com idades entre 18 e 64 anos.

"Atualmente, não há dados suficientes disponíveis para avaliar a eficácia da vacina a partir dos 65 anos de idade", disse a Standing Vaccine Commission na resolução disponibilizada pelo ministério da saúde alemão na quinta-feira (28).

O CEO da AstraZeneca, Pascal Soirot, reconheceu anteriormente que restrições em termos demográficos adequados para a vacina era uma possibilidade.
Atualização 29/01 - A Johnson & Johnson disse que sua vacina de dose única funciona consistentemente em uma ampla gama de pessoas: um terço dos 44.000 participantes tinha mais de 60 anos e mais de 40% tinham outras doenças que os colocavam em risco de covid-19 grave, incluindo obesidade, diabetes e HIV.
Atualização 29/01 - Emmanuel Macron afirmou que a vacina da AstraZeneca é praticamente ineficaz em pessoas com mais de 65 anos, após a Agência Europeia de Medicamentos ter recomendado o uso emergencial em adultos – incluindo os maiores de 65 anos.

“O verdadeiro problema com a AstraZeneca é que não funciona como esperado", disse o Presidente da França. "Hoje, tudo sugere que é quase ineficaz para quem tem mais de 65 anos – e alguns dizem quem tem mais de 60".

A maioria das pessoas hospitalizadas com covid-19 tem mais de 65 anos – é o grupo de maior risco de morte.
Atualização 29/01 - A comissão de vacinas da Alemanha manteve na sexta-feira (29) sua recomendação contra o uso da vacina da AstraZeneca em pessoas mais velhas, apesar da decisão do regulador da UE de autorizá-la para todos os adultos do bloco com mais de 18 anos.
Atualização 15/02 -   A Agência Coreana de Controle e Prevenção de Doenças (KDCA) anunciou nesta segunda-feira (15) que não administrará a vacina da AstraZeneca / Oxford em indivíduos com mais de 65 anos devido à falta de dados.

A decisão marca uma reversão da declaração da semana passada do Vice-Ministro da Saúde sul-coreano Kim Gang-lip, que disse que maiores de 65 anos receberiam a vacina da AstraZeneca, a primeira a ser aprovada no país. A incapacidade de ser usada em maiores de 65 anos leva o programa de vacinação sul-coreano ao caos, já que profissionais de saúde e residentes idosos são os primeiros na fila.

Recentemente, Áustria e Portugal também decidiram não administrar a vacina da AstraZeneca / Oxford em pessoas com mais de 65 anos, somando 11 países (Suiça, África do Sul, Eswatini [Suazilândia], Polônia, Suécia, Alemanha, França, Itália, Áustria, Portugal e Coreia do Sul) com restrição total ou parcial ao uso do imunizante britânico.
Atualização 10/05/2021 - Anvisa alerta que vacina da AstraZeneca não deve ser usada em gestantes após morte de grávida de 35 anos.

A Anvisa ressaltou que os casos de trombose com plaquetopenia são potencialmente relacionados a imunizantes que usam adenovírus como plataforma, como as vacinas contra coronavírus da Astrazeneca / Serum / Fiocruz e da Janssen / Johnson & Johnson, autorizadas para uso no Brasil.

A principal condição é chamada de trombose do seio venoso cerebral (cerebral venous sinus thrombosis - CVST), uma complicação potencialmente fatal que ocorre no cérebro quando um coágulo de sangue se forma nos seios venosos, impedindo que o sangue seja drenado. Como resultado, as células sanguíneas podem se romper e vazar para os tecidos cerebrais, formando uma hemorragia.

A CVST é uma forma rara de AVC. Os sintomas incluem dores de cabeça, visão embaçada, desmaios, perda de controle de uma parte do corpo e convulsões.

Nos casos preocupantes, a CVST é combinada com um problema chamado trombocitopenia, em que o paciente também apresenta níveis anormalmente baixos de plaquetas, resultando em hemorragia intensa.

Até o início de abril, tinham sido registrados 47 casos suspeitos de eventos adversos tromboembólicos no Brasil, um deles associado à trombocitopenia, em 4 milhões de doses administradas da vacina da AstraZeneca.

O Ministério da Saúde anunciou que a vacinação de gestantes no Brasil será restrita a grávidas com comorbidades e devem receber somente as vacinas CoronaVac e Pfizer.
Atualização 25/06

As autoridades de saúde da Dinamarca disseram nesta sexta-feira (25) que as vacinas COVID-19 da AstraZeneca e Johnson & Johnson permanecerão excluídas do programa de vacinação do país após uma revisão dos novos dados de segurança.

"O equilíbrio entre os possíveis benefícios e os possíveis efeitos nocivos ainda não é favorável, mesmo quando incluímos suposições em nossas análises que beneficiam a vacina", disse a Autoridade Sanitária Dinamarquesa em um comunicado.

A Dinamarca foi o primeiro país a suspender e abandonar por completo as vacinas da AstraZeneca e da Johnson & Johnson por questões de segurança.

As autoridades de saúde disseram então que os benefícios das vacinas não superavam os riscos, especialmente porque a maioria da população idosa já havia sido inoculada e a epidemia estava em grande parte sob controle.

No final de maio, o governo dinamarquês pediu às autoridades de saúde que reconsiderassem a exclusão dessas vacinas, uma vez que novos dados sobre seus efeitos adversos haviam sido relatados.

Com base em uma revisão de dados recentes dos Estados Unidos e da União Europeia, a agência de saúde disse nesta sexta-feira que há ligação entre as duas vacinas e a chamada trombocitopenia trombótica imunológica induzida por vacina.

Cerca de 2,4% da população-alvo foi inoculada com o imunizante da J&J, enquanto apenas 0,1% receberam duas doses da vacina da AstraZeneca.

Pouco mais da metade da população da Dinamarca recebeu sua primeira dose, a grande maioria com a vacina da Pfizer-BioNTech.
Atualização 12/07

A Food and Drug Administration (FDA) alertou nesta segunda-feira (12) que a vacina experimental contra o coronavírus da Janssen / Johnson & Johnson pode levar a um risco aumentado de uma condição neurológica conhecida como síndrome de Guillain-Barré, em mais um revés para uma vacina que foi amplamente deixada de lado nos Estados Unidos.
Atualização 28/07/2021

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (28), a Anvisa informou que até o momento recebeu 34 notificações de casos suspeitos de Síndrome de Guillain-Barré (SGB) após a imunização com as vacinas AstraZeneca (27), Janssen / Johnson & Johnson (3) e CoronaVac (4).

"Conforme prática aceita em nosso país [Rússia], os critérios do protocolo são transferidos para as bulas das vacinas", explicou Ignatyev em coletiva de imprensa.

"Hoje, no protocolo de ensaios clínicos de vacinas covid experimentais, as pessoas com diagnósticos de asma e diabetes são listadas como critérios de não admissão, elas não podem se voluntariar".

"Levando em consideração o primeiro uso dessas vacinas, não acho que eles vão optar por usá-las em pessoas com esses diagnósticos", ponderou Ignatyev questionado se as pessoas com diabetes e asma têm contra-indicações para a vacinação.

Além disso, segundo o cientista, um histórico de câncer também será uma contra-indicação para a inoculação.

O Centro desenvolveu sua própria vacina inativada de vírus inteiro contra o coronavírus SARS-CoV-2, a mesma tecnologia da vacina chinesa CoronaVac.

"Esperamos concluir os testes clínicos em novembro", informou o serviço de imprensa, citando Aidar Ishmukhametov, diretor-geral do Centro.

A produção em escala deve começar em fevereiro de 2021.

Em agosto, o diretor do Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamalei, Alexander Ginzburg, já tinha alertado para o fato de que as vacinas covid podem não ser adequadas para todas as pessoas. Segundo o cientista, qualquer substância pode provocar agravamento, por isso, pacientes com doenças crônicas devem consultar especialistas.

* Com informações da TASS, The Guardian

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