A presença de anticorpos na urina é comum em outras doenças, mas ainda havia pouca investigação se essa situação ocorreria com a covid-19.

O teste foi desenvolvido pela bióloga Fernanda Ludolf Ribeiro em seu pós-doutorado na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com apoio do Instituto de Ciências Biológicas e do Hospital das Clínicas e a colaboração de professores e pesquisadores da universidade.

No estudo foram analisadas 240 amostras de aproximadamente 150 pacientes.

O teste identificou 94% dos pacientes com anticorpos contra antígenos do SARS-CoV-2, com especificidade de 100%.

Segundo Ludolf, os resultados foram similares em amostras de urina e de sangue, detectando a presença de anticorpos antes de 20 dias após os primeiros sintomas.

"Não estamos detectando o coronavírus em si. Então o que podemos falar a partir desse exame é que o paciente teve contato com o coronavírus e que ocorreu a conversão imunológica. Ele produziu anticorpo", ressaltou a pesquisadora.

Vale lembrar que em testes de anticorpos, um resultado positivo não significa que a pessoa ainda está infectada, pois seu organismo pode já ter destruído o vírus. Para investigar a presença do vírus e obter a carga viral o método padrão é o RT-PCR, usualmente utilizando amostras coletadas no trato respiratório.

As tratativas para comercialização do teste já estão em andamento, conduzidas pela Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) da UFMG.

* Com informações da Agência Brasil

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