A vacina candidata à base de proteína da Novavax demonstrou eficácia de 89,3% em um estudo de fase 3 do Reino Unido. Já o imunizante da francesa Valneva, de vírus inteiros inativados, ainda está passando por um estudo clínico de fase 1/2.

Uma vez concluídas as negociações com Novavax e Valneva, a União Europeia (UE) terá contratos com oito laboratórios diferentes para mais de 2,5 bilhões de doses.

A UE já assinou contratos com a AstraZeneca, Johnson & Johnson, Sanofi-GSK, Pfizer-BioNTech, CureVac e Moderna.

"Ao fazer isso, podemos maximizar nossas chances de que todos os cidadãos terão acesso a vacinas seguras e eficazes até o final de 2021", disse a Comissária de Saúde Stella Kyriakides.

Sandra Gallina defendeu o sistema utilizado pela Comissão Europeia para reservar imunizantes de vários fabricantes antes de se verificar quais são as vacinas com maior eficácia contra o vírus da covid-19.

A diretora disse que foram adquiridas “todas as doses disponíveis” no momento da realização dos contratos e que as farmacêuticas estão seguindo o cronograma, exceto a AstraZeneca.

Sandra Gallina ainda negou que Bruxelas negociou um preço muito baixo pelas doses das vacinas em comparação com outros países.

"Os preços que pagamos são totalmente justificados, não acredito que deveríamos pagar mais. As empresas deveriam cumprir com os seus compromissos", referindo-se ao desentendimento com a AstraZeneca, ao defender que os fundos europeus foram "bem usados".

Para a diretora-geral da Saúde, a questão não se trata de dinheiro a mais, mas de uma maior capacidade de produção imposta às farmacêuticas.

Na segunda-feira (1º), o Reino Unido ampliou em 40 milhões de doses o pedido inicial da vacina candidata da Valneva, elevando a entrega para 100 milhões de doses entre 2021 e 2022, com opção de receber adicionais 90 milhões entre 2023 e 2025.

* Com informações do jornal i, Agence France-Presse

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