Na edição de 13 de junho, a revista britânica The Spectator rememorou a decisão do governo Boris Johnson que devastou a economia do Reino Unido.

"Ao impor o lockdown, o governo seguiu o conselho de uma equipe de modelagem do Imperial College de Londres, que estimou que haveria 250.000 mortes se medidas drásticas não fossem tomadas. Se o governo tivesse preferido os modelos de uma equipe rival de Oxford, que sugeria que a infecção já estava espalhada, poderia muito bem ter chegado a uma conclusão diferente e ter seguido um caminho semelhante ao da Suécia", diz o editorial.

Se o Professor Neil Ferguson, do Imperial College, era a figura de proa da primeira equipe, Sunetra Gupta, Professora de Epidemiologia Teórica da Universidade de Oxford, era a representante da segunda. Seu grupo produziu um modelo rival ao de Ferguson, que especulava que até 50% da população já teria sido infectada.

Desde então, vários estudos de anticorpos em todo o mundo vem indicando uma porcentagem decepcionantemente pequena de soroprevalência – a porcentagem da população que possui o anticorpo anti-Covid-19.

Contudo, em entrevista à Freddie Sayers, da LockdownTV, em 21 de maio, a Dra. Sunetra Gupta insistiu que a avaliação da equipe de Oxford permanecia correta.

“A defesa do governo [britânico] é que o modelo do Imperial College era um cenário plausível para o pior caso. Concordo que era um cenário plausível – ou pelo menos possível – no pior dos casos. A questão é: deveriamos agir em um cenário de pior cenário possível, dados os custos do lockdown?”.

“Em muitos lugares, a epidemia exibiu um padrão que sugere que foi derrubada por processos naturais, que não inclui apenas a imunidade adquirida, mas talvez a proteção cruzada de ter vírus relacionados e, possivelmente, algum nível inato de resistência", disse Sunetra Gupta.

Segundo a cientista, os estudos de anticorpos, embora úteis, não indicam o verdadeiro nível de exposição ou nível de imunidade. Primeiro, muitos dos testes de anticorpos são "extremamente não confiáveis" e dependem de grupos representativos difíceis de alcançar. Porém, mais importante, muitas pessoas que foram expostas ao vírus terão outros tipos de imunidade que não aparecem nos testes de anticorpos – por razões genéticas ou resultado de imunidades preexistentes a coronavírus relacionados, como o resfriado comum.

As implicações são profundas – significa que nos resultados de testes de anticorpos, a porcentagem de positivos para anticorpos não é necessariamente igual à porcentagem de imunidade ou resistência ao vírus da população.

Os padrões semelhantes da epidemia nos países ao redor do mundo convenceram a professora de Oxford que é essa imunidade oculta, mais do que medidas de lockdown e outras intervenções governamentais, que oferece a melhor explicação para a progressão dos surtos.

"Em quase todos os contextos, vimos a epidemia crescer, decair e morrer – quase como um relógio. Diferentes países tiveram políticas diferentes de lockdown e, no entanto, o que observamos é quase um padrão uniforme de comportamento altamente consistente com o modelo SIR (Suscetível, Infectado and Recuperado). Para mim, isso sugere que grande parte da força motriz aqui se deveu ao aumento da imunidade. Eu acho que é uma explicação mais parcimoniosa do que aquela que exige em todos os países que o lockdown total (ou vários graus de restrições, incluindo nenhuma restrição) tenha o mesmo efeito", disse a cientista.

Em 6 de junho, o governo britânico deu sinais que passou a considerar a hipótese da Dra. Gupta, quando Karl Friston afirmou que os modelos da epidemia teriam errado ao assumir que a maioria das pessoas não tem alguma imunidade ao novo coronavírus. No Reino Unido, cerca de 80% da população não seria suscetível ao SARS-CoV-2, estimou Friston, um membro proeminente do SAGE.

A maior ação governamental coordenada da história, fechando à força a maioria das sociedades do mundo com consequências que podem durar gerações, teria sido baseada em ciência falha.

Faltava provar.

O estudo sueco Robust T cell immunity in convalescent individuals with asymptomatic or mild Covid-19, do Karolinska Institutet e do Hospital Universitário Karolinska, mostra que muitas pessoas com Covid-19 leve ou assintomático demonstram a chamada imunidade mediada por células T ao vírus, mesmo que não tenham testado positivamente anticorpos do SARS-CoV-2.

Os pesquisadores realizaram análises imunológicas de amostras de mais de 200 pessoas, muitas das quais assintomáticas ou que apresentaram sintomas leves de Covid-19. O estudo incluiu pacientes internados no Hospital Universitário Karolinska e outros pacientes e seus familiares assintomáticos que retornaram a Estocolmo após passar férias nos Alpes em março. O grupo de controle foi constituído por pessoas saudáveis que doaram sangue em 2020 e 2019.

“Análises avançadas nos permitiram mapear em detalhes a resposta das células T durante e após uma infecção por Covid-19. Nossos resultados indicam que aproximadamente duas vezes mais pessoas desenvolveram imunidade de células T em comparação com aquelas em que podemos detectar anticorpos”, disse o Dr. Marcus Buggert, líder do grupo de pesquisa em imunologia de células T do Karolinska Institutet.

A estatal BBC especulou que "é provável que essas pessoas tenham montado uma resposta de anticorpo, mas ela enfraqueceu, desapareceu ou não foi detectável pelos testes".

A consultora Soo Aleman e seus colegas da clínica de infecção do Hospital Universitário Karolinska monitoraram e testaram pacientes e suas famílias durante o período da doença.

"Uma observação interessante é que não foram apenas os indivíduos com sintomas de Covid-19 que mostraram imunidade de células T, mas também muitos de seus familiares assintomáticos", disse Soo Aleman, co-autora do trabalho. "Além disso, cerca de 30% dos doadores de sangue em maio de 2020 tinham células T específicas para Covid-19, um número muito maior do que os testes de anticorpos anteriores mostraram".

  • Os anticorpos neutralizam um vírus antes de entrar numa célula.
  • As células T induzem a autodestruição de células invadidas por vírus, bactérias intracelulares, danificadas ou cancerígenas.

A resposta das células T foi consistente com as medidas tomadas após a vacinação com medicamentos aprovados para outros vírus. Pacientes com Covid-19 grave geralmente desenvolviam uma forte resposta das células T e uma resposta de anticorpos; naqueles com sintomas mais leves, nem sempre era possível detectar uma resposta de anticorpos, mas muitos mostravam uma resposta acentuada das células T.

"Nossos resultados indicam que a imunidade pública ao vírus da Covid-19 é provavelmente significativamente maior do que os testes de anticorpos sugeriram", disse o Professor Hans-Gustaf Ljunggren, do Centro de Medicina Infecciosa do Karolinska Institutet, e co-autor do estudo.

Contudo, os especialistas ainda não sabem qual nível de imunidade é dado a uma pessoa que se recuperou da doença e quanto tempo essa proteção pode durar.

Também ainda não foi determinado se as células T fornecem "imunidade esterilizante", inativando o vírus, ou se protegem o organismo de um agravamento da doença mas não impedem a transmissão do coronavírus, como ocorre com as vacinas ocidentais em desenvolvimento.

As células T são muito complexas e muito mais difíceis de identificar do que os anticorpos, exigindo laboratórios especializados e lotes pequenos de amostras, sendo testados manualmente ao longo de dias.

"Agora, estudos maiores e mais longitudinais devem ser feitos em células T e anticorpos para entender o quanto a imunidade é duradoura e como esses diferentes componentes da imunidade ao vírus estão relacionados", disse Buggert.

Verdadeira imunidade

O imunologista Danny Altmann, Professor do Imperial College de Londres, disse que “entre os muitos estudos sobre imunidade celular (célula T) ao SARS-CoV-2 que apareceram nos últimos meses, este é um dos mais robustos, impressionantes e completos nas abordagens utilizadas".

“Isso aumenta o crescente número de evidências de que muitas pessoas que eram negativas a anticorpos realmente têm uma resposta imune específica, medida em ensaios com células T, confirmando que apenas os testes de anticorpos subestimam a imunidade", disse Altmann. "No entanto, o grande desconhecido no momento é quais parâmetros de imunidade oferecem o indicador mais fiel de verdadeira imunidade protetora contra infecções futuras".

"Alguns estudos julgam que o anticorpo neutralizador de vírus é um desses correlatos de proteção. Precisamos urgentemente de estudos experimentais para ajudar a confirmar se apenas a imunidade de células T pode oferecer proteção”, disse Altmann.

Muitos dos esforços para combater a pandemia estão sendo feitos no pressuposto de que as pessoas infectadas pelo vírus produzirão anticorpos que as protegerão de reinfecções. Contudo, não há qualquer evidência científica.

Em abril, a Organização Mundial da Saúde (OMS), após ter afirmado que "atualmente não há evidências de que as pessoas que se recuperaram da Covid-19 e tenham anticorpos estejam protegidas contra uma segunda infecção", emitiu um esclarecimento: embora ainda não se saiba se a infecção natural oferece imunidade duradoura e em que grau de proteção, não significa que não se espere algum grau de imunidade a uma infecção natural.

Simon Clarke, professor de microbiologia celular da Universidade de Reading, comentou: "É razoável esperar que parte da resposta imune gerada durante um episódio de Covid-19 persista por algum tempo após a infecção ter sido resolvida, dando proteção. Nesta fase, ninguém sabe ao certo se esse é realmente o caso ou por quanto tempo protegerá alguém, pode ser semanas, meses ou anos e não seria prudente fazer previsões que não se baseiem em nenhuma evidência".

O Dr. Tom Wingfield, professor clínico sênior e consultor da Liverpool School of Tropical Medicine, disse: "Pessoas infectadas com outros coronavírus, como SARS e MERS, produziram anticorpos contra essas doenças após a infecção, por até 3 anos em alguns casos. Mas não está claro se a presença desses anticorpos significa que uma pessoa é imune a uma infecção repetida".

Vacinas

Se existem dúvidas sobre a qualidade e tempo de proteção da imunidade adquirida de infecções naturais, a imunidade adquirida de candidatas a vacinas contra o SARS-CoV-2 ainda não foi demonstrada.

As vacinas experimentais em testes no Brasil estão utilizando "ciência de press release" para comunicar supostos resultados – não há evidências científicas que são eficazes ou seguras em humanos, quanto mais que protegem as pessoas dos grupos de risco. De concreto, existe apenas a exploração pelos oportunistas usuais.

O Dr. William A. Haseltine, ex-professor da Escola de Medicina de Harvard e conhecido por seu trabalho inovador em HIV/AIDS e no genoma humano, criticou em um artigo a eficácia da vacina Covid desenvolvida pela Universidade de Oxford.

"É evidente que a vacina não forneceu imunidade esterilizante ao ataque do vírus, o padrão-ouro para qualquer vacina", escreveu Haseltine na Forbes. O medicamento testado da Oxford" pode ser parcialmente eficaz, na melhor das hipóteses, e já se sabe que provoca respostas neutralizadoras ruins".

Haseltine destacou um segundo ponto preocupante.

"Normalmente, os anticorpos neutralizantes em vacinas eficazes podem ser diluídos em mais de mil vezes e manter a atividade. Nos ensaios, o soro pode ser diluído apenas 4 a 40 vezes antes que a atividade neutralizadora fosse perdida".

As vacinas tem função de prover imunidade de rebanho à população. Se não protege o indivíduo de infecção e de transmitir o vírus, não é de fato uma vacina como as pessoas imaginam.

Para o Dr. Babak Javid, pesquisador principal da Tsinghua University School of Medicine, Pequim, e consultor em doenças infecciosas dos hospitais da Universidade de Cambridge, "o 'padrão ouro' de uma candidata a vacina seria que ela protege completamente contra infecções e fornece proteção ao longo da vida em todos os indivíduos imunizados. No entanto, sabemos que é improvável que isso aconteça em qualquer vacina da Covid. A questão então se torna: quais são as considerações ideais para uma vacina Covid? Para mim, seria proteger as pessoas mais vulneráveis à doença de Covid – ou seja, indivíduos mais velhos e pessoas com condições médicas pré-existentes, contra a doença de Covid grave. Sabemos que vacinas inativadas tendem a funcionar menos bem em idosos. O que não sabemos é se o candidato à vacina Oxford, usando uma tecnologia que nunca foi implantada em uma vacina humana licenciada, é melhor ou pior do que as vacinas inativadas a esse respeito".

“Uma crítica específica aos resultados da vacina de Oxford é que ela não protegeu os animais imunizados da infecção pelo SARS-CoV2 – o vírus pode ser recuperado dos swabs de todos os animais imunizados. No entanto, protegeu da doença. Isso não é sem precedentes. De fato, a atual vacina contra a tosse convulsa também funciona prevenindo a doença e não a infecção. Os riscos dessa vacina são que indivíduos imunizados, embora protegidos, ainda sejam capazes de transmitir infecções a outros e, se alguns deles não forem imunizados, provocam doenças neles. Esta é certamente uma consideração importante se não pretendemos uma cobertura universal de vacina. No entanto, outras considerações igualmente importantes serão, em primeiro lugar, a segurança (a esse respeito, as vacinas inativadas têm um excelente histórico), quanto tempo a imunidade duraria e, crucialmente, como declarado, se a imunidade e a proteção são robustas na população com maior probabilidade de ficar doente de Covid", disse o Dr. Javid.

O NIAID, de Anthony Fauci, que lidera a resposta da pesquisa americana da Covid-19, fez uma parceria com a Moderna Inc. em um ensaio cujo objetivo principal é mostrar que a vacina impede que as pessoas desenvolvam sintomas, informou a empresa em 11 de junho. Prevenir infecções é um objetivo secundário.

Para Pascal Soriot, CEO da AstraZeneca, a vacina será um sucesso contra sintomas graves. A companhia que licenciou a vacina de Oxford diz já ter alcançado capacidade para produzir 2 bilhões de doses.

A Food and Drug Administration (FDA) está considerando aprovar uma "vacina" que apenas previna casos graves de Covid-19.

"Poderíamos considerar uma indicação relacionada à prevenção de doenças graves, desde que os dados disponíveis suportem os benefícios da vacinação", disse o porta-voz da FDA Michael Felberbaum. "Para o licenciamento, não exigiríamos que uma vacina proteja contra a infecção".

Tais vacinas podem levar à complacência em países cansados de confinamento, disse Michael Kinch, especialista em desenvolvimento de medicamentos e vice-chanceler da Universidade de Washington em St. Louis.

"Meu palpite é que, no dia seguinte a alguém ser imunizado, eles pensarão: posso voltar ao normal. Tudo vai ficar bem'', disse. "Eles não vão necessariamente perceber que ainda podem ser suscetíveis à ser infectados e ficar doentes".

ADE

Uma segunda onda, que Altmann considera provável, terá dois efeitos: aqueles que até agora escaparam do vírus estarão vulneráveis a uma primeira infecção; e aqueles que se recuperaram podem estar em risco de serem infectados pela segunda vez.

"Só temos esse vírus há seis meses", adverte Zania Stamataki, professora de imunologia viral da Universidade de Birmingham. “Não é tempo suficiente para avaliar se você pode ser infectado, aumentar a imunidade protetora ou ser reinfectado novamente. Se as pessoas puderem ser infectadas novamente e apresentarem sintomas piores do que na primeira vez, esse é um sinal revelador de que podemos estar lidando com o aprimoramento da doença".

O antibody-dependent enhancement (ADE) é um fenômeno onde a resposta imune à primeira infecção de um vírus amplifica o efeito do vírus na reinfecção. É uma situação contra-intuitiva do anticorpo ser utilizado por um vírus para infectar células em que não poderia entrar, agravando substancialmente o segundo caso da doença.

O vírus SARS-Cov-2 pertence à mesma família de coronavírus que causa SARS e MERS. A busca por vacinas para essas doenças do século XXI – a SARS apareceu em 2002 e a Mers em 2012 – foi frustrada por evidências de ADE.

Alguns animais que receberam vacinas experimentais contra a SARS sofreram inflamação pulmonar mais grave do que os animais não vacinados quando infectados posteriormente. Os ensaios foram interrompidos e é um dos motivos da falta de uma vacina contra a cepa de 2003 SARS CoV.

Beate Kampmann, diretora do Centro de Vacinas da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres (LSHTM), diz que as observações da ADE com coronavírus anteriores significam que os laboratórios devem agir com cuidado.

"Ninguém pode dar 100% de garantia de que o ADE não acontecerá”.

Kampmann explica:  "O ADE ocorre ao reencontrar um vírus e não sabemos o que acontece com as pessoas re-expostas porque essa situação não está sobre nós. Estamos na primeira onda. Devemos acompanhar cuidadosamente as pessoas que derrotaram com sucesso o vírus para ver se há desenvolvimentos desagradáveis na segunda vez. Se houver, estamos em uma situação muito complicada”.

Em 2017, a Sanofi Pasteur confirmou que sua controvertida vacina Dengvaxia pode exacerbar os casos de dengue em crianças nunca infectadas anteriormente.

Na corrida dos laboratórios para atender governos e populações em pânico, o risco de que uma vacina experimental contra o coronavírus possa deixar uma pessoa clinicamente pior é reconhecido como uma "preocupação teórica" nos estudos atuais.

Segundo Mike Turner, chefe do departamento de Imunobiologia e Infecção da Wellcome Trust, para minimizar os riscos de ADE de uma vacina contra pandemia, os ensaios clínicos devem incluir indivíduos que não têm Covid-19 e os que já foram infectados anteriormente.

Nos ensaios da vacina de Oxford, na etapa brasileira participarão apenas pessoas que não contraíram a doença. Os voluntários "devem ser profissionais de saúde entre 18 e 55 anos e estar em alto risco de infecção, por exemplo, pessoal de limpeza e apoio em unidades que tratam pacientes com Covid-19", disse à AFP a reitora da Unifesp Soraya Smaili, instituição que conduzirá os ensaios em São Paulo.

Voluntários que se oferecem para receber a vacina experimental são avisados em uma folha de informações que sua segurança não pode ser totalmente garantida.

De acordo com Shamez Ladhani, epidemiologista consultor da Public Health England, reações adversas de novas vacinas nem sempre são notadas até que o medicamento seja colocado à venda e seja dado a muitos pacientes.

"Alguns efeitos colaterais você não descobre até que tenham sido dadas 100.000 doses – isso é sempre uma preocupação", disse Ladhani. "Mas não há um ensaio clínico grande o suficiente que possa captar esses efeitos".

De forma encorajadora, os cientistas de Oxford relataram que seis animais que receberam sua vacina experimental não sofreram ADE quando infectados posteriormente.

Naturalmente, o verdadeiro teste acontecerá quando milhões de humanos vacinados forem apresentados ao SARS-CoV-2.

Para o Dr. Fauci, submeter as pessoas ao risco da ADE com uma vacina não desenvolvida e testada o suficiente é uma mera questão de contabilidade.

"Se para cada um que tem ADE, você salva mil vidas, eu aceito, certo?".

A descoberta dos pesquisadores suecos que a imunidade adquirida de infecções naturais está protegendo muito mais pessoas do que se imaginava, potencialmente a maioria das populações, sugere que a busca de medicamentos para o tratamento da Covid-19 é mais urgente que a vacinação em massa, especialmente se a vacina não resultar em imunidade duradoura.

* Com informações da LockdownTV/UnHerd, Karolinska Institutet, BBC, The Guardian, Science Immunology, Nordic Life Science News, The Independent, South China Morning Post, Nature Medicine, Channel News Asia, Science, AFP

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