Atualização 11/08 - A 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro autorizou a viagem ao Líbano do ex-Presidente da República Michel Temer, a ser realizada no período de quarta-feira (12) a sábado (15). Por ser réu em dois processos, Temer precisa de autorização judicial para viagens ao exterior.

Ao detalhar as ações do governo brasileiro, Bolsonaro disse que convidou o ex-presidente Michel Temer, que tem ascendência libanesa, para coordenar a missão.

"Nos próximos dias partirá do Brasil rumo ao Líbano uma aeronave da Força Aérea Brasileira, com medicamentos e insumos básicos de saúde, reunidos pela comunidade libanesa radicada no Brasil. Também estamos preparando o envio, por via marítima, de 4 mil toneladas de arroz para atenuar as consequências das perdas de estoque de cereais destruídos na explosão", disse Bolsonaro durante a videoconferência.

"Estamos acertando, com o governo libanês, o envio de uma equipe técnica, multidisciplinar, para colaborar na realização da perícia da explosão. Convidei, como o meu enviado especial e chefe dessa missão, o senhor Michel Temer, filho de libaneses e ex-presidente do Brasil", afirmou Bolsonaro.

Em nota, Temer disse estar honrado com o convite feito por Bolsonaro para chefiar a missão humanitária do Brasil no Líbano, e que tomará as medidas necessárias assim que o ato for publicado no Diário Oficial.

Na quinta-feira (6), o ex-presidente tinha postado mensagem de apoio ao Líbano em uma rede social. "Consternado com o gravíssimo incidente ocorrido em Beirute, trago a minha palavra de condolências às famílias das vítimas. Que o espírito de luta e superação dos libaneses, mais uma vez estejam presentes. Força, meu Líbano!", escreveu Temer.

A videoconferência foi iniciativa do presidente da França, Emmanuel Macron, e contou com a participação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do presidente do Líbano, Michel Aoun, além dos líderes de países como Egito, Catar e Jordânia, entre outros.

Em seu pronunciamento, Bolsonaro reafirmou suas condolências às famílias das vítimas da tragédia e destacou a relação histórica entre Líbano e Brasil.

"O Brasil é lar da maior diáspora libanesa no mundo, 10 milhões de brasileiros de ascendência libanesa formam uma comunidade trabalhadora, dinâmica e participativa, que contribui de forma inestimável com o nosso país. Por essa razão, tudo que afeta o Líbano nos afeta como se fosse o nosso próprio lar e a nossa própria pátria", disse.

No sábado (8), o Ministério da Saúde do Líbano disse que o número oficial de mortos é de 154, entre estimados 5 mil feridos nas 3 explosões ocorridas na terça-feira (4) em Beirute, e confirmou que há mais de 60 desaparecidos.

Antes das explosões, 75% dos libaneses já precisavam de ajuda – 33% estavam desempregados e cerca de um milhão de pessoas vivia abaixo da linha da pobreza.

* Com informações da Agência Brasil