O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 35,8 milhões, subindo +2,6% (908 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e +11,5% (mais 3,7 milhões) na comparação anual.

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (13,0 milhões de pessoas) foi o maior da série. Esse contingente cresceu +6,8% em relação ao trimestre anterior (mais 827 mil pessoas) e +23% (2,4 milhões) em 12 meses.

O número de trabalhadores por conta própria (25,7 milhões de pessoas) foi o maior para um trimestre encerrado em junho desde o início da série histórica, em 2012. Ante o trimestre anterior, houve crescimento de +1,7% (431 mil pessoas), enquanto, na comparação com o mesmo período do ano passado, o avanço foi de +4,3% (mais 1,1 milhão).

O número de trabalhadores domésticos (5,9 milhões de pessoas) subiu +4,4% (mais 248 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e +19,4% (mais 950 mil) na comparação intranual.

O contingente de pessoas ocupadas (98,3 milhões) foi recorde da série iniciada em 2012, com alta de +3,1% (mais 3,0 milhões) ante o trimestre anterior e de +9,9% (mais 8,9 milhões) ante o mesmo período de 2021.

No segundo trimestre, a força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas), foi estimada em 108,3 milhões de pessoas, com alta de +1,0% (mais 1,1 milhão de pessoas) frente ao 1º trimestre de 2022 e de +4,0% (mais 4,1 milhões) ante o mesmo trimestre de 2021. Foi o maior contingente de pessoas na força de trabalho da série histórica da pesquisa.

O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar), estimado em 56,8%, foi o mais alto para um trimestre encerrado em junho desde 2015 (57,4%), subindo +1,6 p.p. no trimestre e +4,7 p.p. em 12 meses.

A taxa composta de subutilização (21,2%) foi a menor desde 2016 (20,9%), caindo -2,0 p.p. no trimestre e -7,3 p.p. no ano. A população subutilizada (24,7 milhões de pessoas) caiu -7,7% (menos 2,1 milhões) no trimestre e -24,1% (menos 7,9 milhões) em 12 meses.

A população fora da força de trabalho (64,7 milhões de pessoas) caiu -1,1% ante o trimestre anterior (menos 735 mil) e -3,8% (menos 2,6 milhões) na comparação anual.

A população desalentada (4,3 milhões de pessoas) caiu -7,1% em relação ao trimestre anterior (menos 328 mil pessoas) e -22,5% (menos 1,2 milhão de pessoas) na comparação anual.

Frente ao trimestre anterior, houve aumento nos seguintes grupamentos de atividades: Indústria Geral (+2,7%, +332 mil pessoas); Construção (+3,8%, +274 mil); Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (+3,4%, +617 mil); Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (+3,0%, +336 mil); Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (+4,5%, +739 mil); Outros serviços (+3,2%, +158 mil); e Serviços domésticos (+4,0%, +227 mil). Os demais grupamentos não tiveram variação significativa.

Ante o 2º trimestre de 2021, houve alta em: Indústria Geral (+10,2%, ou mais 1,2 milhão de pessoas); Construção (+11,2%, +753 mil); Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (+14,2%, +2,4 milhões); Transporte, armazenagem e correio (+10,0%, +463 mil); Alojamento e alimentação (+23,1%, +1,0 milhão); Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (+5,1%, +568 mil); Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (+5,5%, +893 mil); Outros serviços (+18,7%, +805 mil); e Serviços domésticos (+18,7%, +931 mil). Os demais grupamentos não tiveram variações significativas.

* Com informações e dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua

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