De acordo com dados provisórios publicados na quarta-feira (29), o número de desocupados cresceu 20% em junho, com a taxa de desemprego atingindo 7%.

No entendimento de Rui Rio, os dados divulgados referem-se “ao desemprego registrado e a pessoas que estão no desemprego, mas não refletem a realidade”.

“A taxa de desemprego em Portugal é uma incógnita, porque aquilo que foi hoje divulgado, era bom que fosse assim, mas não é, é pior”, disse o líder social-democrata à jornalistas em evento em Albufeira, no distrito de Faro.

"Se não houvesse empresas em layoff e uma taxa de desemprego de 7%, não seria bom nem mau”, ponderou Rio,  mas “nós temos imensas empresas e milhares de trabalhadores em layoff.  Desses trabalhadores, quantos vão regressar ao trabalho e quantos vão sair para o desemprego?”.

“Infelizmente a taxa de desemprego é um número, uma estatística, e, se formos à realidade, não sabemos efetivamente qual é a taxa de desemprego neste momento em Portugal, é muito difícil de estimar”, concluiu Rui Rio.

Um levantamento do INE e do Banco de Portugal (BdP), mostrou que cerca de 80% das empresas consultadas teriam despedido sem o mecanismo simplificado de layoff.

Segundo a pesquisa, quando questionadas as empresas que se beneficiaram do layoff simplificado sobre “quanto teria variado o emprego na ausência de recurso à medida”,  77% das companhias “teriam diminuído o número de pessoas empregadas desde o início da pandemia na ausência do recurso ao layoff, o que compara com 30% das empresas que reportaram redução efetiva do emprego nesse período”.

Quando questionadas sobre as opções relativas às novas medidas de apoio ao emprego, 38% das empresas pretendem recorrer ao incentivo extraordinário à normalização da atividade na sequência do termo do layoff simplificado em agosto, enquanto 30% deverão optar por manter o recurso ao layoff simplificado ou recorrer ao apoio à retoma progressiva.

Fonte: INE, BdP, Inquérito Rápido e Excepcional às Empresas (IREE) – 1ª quinzena de julho de 2020
Fonte: INE, BdP, Inquérito Rápido e Excepcional às Empresas (IREE) – 1ª quinzena de julho de 2020

A partir de 1° de agosto, só continuarão em layoff simplificado as empresas que ainda não foram autorizadas a reabrir e aquelas que ainda não tenham esgotado os três meses de vigência.

* Com informações da LUSA, Instituto Nacional de Estatística (INE), Banco de Portugal (BdP)

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