De acordo com o Aviso de Eventos Adversos após a Vacinação COVID-19 emitido pelo departamento de saúde de Taiwan, a imunização no país começou em 22 de março deste ano.

Dados de 6 de outubro mostram 643 mortes entre vacinados com o imunizante da AstraZeneca, 183 ligadas à vacina da Moderna e 22 da Medigen, de Taiwan.

Segundo o Centro de Comando de Epidemias de Taiwan, no dia 7 houve 4 novos casos confirmados de covid-19 grave, todos importados do exterior, mas não houve novos óbitos. No entanto, ocorreram 3 novas mortes após vacinação.

Os eventos adversos suspeitos causaram mortes súbitas frequentes depois que a ilha foi vacinada com o imunizante da AstraZeneca, doado pelo Japão.

Em 22 de junho, o número de mortes após a vacinação naquele dia foi de 35, excedendo em muito as 6 mortes devido à covid-19.

A parlamentar Yeh Yu-Lan, PhD em Administração Pública pela Universidade de Illinois em Chicago, e com vasta experiência profissional nos Estados Unidos e em Taiwan, denunciou em rede social no dia 6 de outubro que a vacina administrada para salvar vidas também estava dobrando o número de mortes devido à covid-19.

Yeh Yu-Lan disse que muitas pessoas se vacinam ativamente para sobreviver, e os departamentos relevantes não deveriam transformar vacinas que salvam vidas em imunizantes com risco de vida por causa da negligência no controle.

Internautas apontaram que a nomeação original para ir ao Hospital Nacional da Universidade de Taiwan para a segunda dose da vacina da Moderna foi alterada para uma vacina “de ponta”.

Em 19 de junho, os Estados Unidos enviaram 2,5 milhões de doses da vacina Spikevax, da Moderna, triplicando a alocação anterior de vacinas de Washington para a ilha, que enfrenta crescente pressão política e militar da China.

As pessoas vacinadas de acordo com as políticas da ilha tornaram-se vítimas inexplicáveis da epidemia, disse Yeh.

Outra parlamentar, Wu I-Ding, já havia questionado que a taxa de mortalidade após a vacinação em Taiwan era mais alta do que em outras regiões.

Na época, o Ministro da Saúde e Bem-Estar de Taiwan, Chen Shih-chung, respondeu que “o julgamento não foi concluído” e as mortes poderiam não necessariamente estar relacionadas à vacinação.

Wu I-Ding tem PhD em Estatística (Imperial College London), MSc em Pesquisa Operacional e Finanças (University of Southampton), bacharelado em Administração (National Taiwan University) e foi Vice-Presidente do Goldman Sachs Group. Não exatamente o perfil de quem aceita números sem discutir.

A parlamentar não teve escolha a não ser dizer que não poderia obter nenhuma informação de Chen Shih-chung, e procurou o departamento de saúde e o departamento jurídico. Inesperadamente, as partes estavam em conluio.

A afirmação “não necessariamente relacionada” é uma resposta consistente que Chen Shih-chung sempre utiliza diante de todas as dúvidas sobre as vacinas, como reações adversas e mortes após a vacinação, diz Wu I-Ding.

No Aviso de Eventos Adversos após a Vacinação COVID-19, as autoridades enfatizam que “(este documento) em si não pode explicar ou ser usado para derivar a existência ou gravidade de problemas relacionados à vacina, conclusão do grau, frequência ou incidência”.

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