Atualização 15/02 -   A Agência Coreana de Controle e Prevenção de Doenças (KDCA) anunciou nesta segunda-feira (15) que não administrará a vacina da AstraZeneca / Oxford em indivíduos com mais de 65 anos devido à falta de dados.

A decisão marca uma reversão da declaração da semana passada do Vice-Ministro da Saúde sul-coreano Kim Gang-lip, que disse que maiores de 65 anos receberiam a vacina da AstraZeneca, a primeira a ser aprovada no país. A incapacidade de ser usada em maiores de 65 anos leva o programa de vacinação sul-coreano ao caos, já que profissionais de saúde e residentes idosos são os primeiros na fila.

Recentemente, Áustria e Portugal também decidiram não administrar a vacina da AstraZeneca / Oxford em pessoas com mais de 65 anos, somando 11 países (Suiça, África do Sul, Eswatini [Suazilândia], Polônia, Suécia, Alemanha, França, Itália, Áustria, Portugal e Coreia do Sul) com restrição total ou parcial ao uso do imunizante britânico.

A Swissmedic disse que uma reunião de seu órgão consultivo externo na terça-feira (2) confirmou sua avaliação preliminar dos dados da vacina AstraZeneca.

"Os dados disponíveis atualmente não apontam para uma decisão positiva em relação aos benefícios e riscos", reafirmou o regulador suiço nesta quarta-feira.

"Para obter uma avaliação conclusiva, o requerente deverá, entre outras coisas, apresentar dados adicionais de eficácia de um estudo de Fase 3 em andamento na América do Norte e do Sul, e esses dados deverão ser analisados", acrescentou a Swissmedic.

Em janeiro, a imprensa local tinha informado que a autorização temporária de uso da vacina da AstraZeneca na Suiça seria concedida ainda naquele mês.

Os reguladores britânicos confirmaram que apenas 660 idosos participaram dos testes da AstraZeneca/Oxford, reconhecendo que havia muito poucos para calcular a eficácia para aquele grupo específico.

Os testes mostraram que 1 em cada 341 receptores de vacinas testou positivo para covid-19, em comparação com 1 em 319 que recebeu uma injeção simulada – tornando inútil uma comparação específica para idosos.

O CEO da AstraZeneca, Pascal Soriot, disse que as pessoas mais velhas haviam sido vacinadas tardiamente no estudo porque cientistas 'muito éticos' de Oxford queriam confirmar que não haveriam efeitos colaterais negativos da imunização.

De acordo com recomendações de órgãos consultivos do governo na França e na Suécia, a vacina da AstraZeneca/Oxford deve ser priorizada para pessoas com menos de 65 anos, enquanto a Polônia estabeleceu seu limite em 60 anos.

No sábado (30), a Itália se mostrou ainda mais cautelosa, recomendando o uso do imunizante da AstraZeneca apenas em pessoas com menos de 55 anos.

Os quatro países se juntam à Alemanha na emissão de tais recomendações, embora o regulador da União Europeia tenha liberado a vacina para todos os adultos.

O governo suíço, que iniciou a vacinação contra o coronavírus no final de dezembro, anunciou nesta quarta-feira que assinou contrato com a alemã Curevac, cuja vacina covid está em testes de fase 3, para entrega de cinco milhões de doses, e assinou um acordo preliminar com a Novavax, para seis milhões de doses.

A Suiça também adquiriu seis milhões de doses adicionais da vacina Moderna, elevando o total de doses para 13,5 milhões, além de três milhões de doses da Pfizer-BioNTech e 5,3 milhões de doses da AstraZeneca.

* Com informações do The Local

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