Na quinta-feira (26), o prefeito de Moscou disse na TV que a estratégia de apelar para a responsabilidade pessoal e decretar restrições de escala relativamente pequena, ao mesmo tempo em que aumenta a capacidade dos hospitais, parece estar funcionando.

Em entrevista ao canal estatal de notícias Rossiya-24, Sobyanin declarou que cerca de 50% dos moscovitas estão imunes ao coronavírus que causa a covid-19.

“A opção atual para desacelerar a epidemia são as medidas restritivas que estamos tomando, e a segunda é a imunidade populacional, da qual falam todos os cientistas e especialistas”, explicou.

"Uma pesquisa realizada em Moscou mostrou que cerca de 50 por cento da população tem uma resposta imunológica ao coronavírus: imunidade celular, anticorpos, etc.", disse Sobyanin.

"[A pesquisa] sugere que, teoricamente, 50 por cento da população já está mais ou menos protegida do coronavírus, mas ninguém garante que uma segunda doença não se seguirá", ponderou.

Embora a população oficial da cidade seja de pouco menos de 13 milhões, há cerca de 20 milhões de pessoas na área metropolitana de Moscou.

O prefeito também repetiu que não há planos de introduzir um lockdown rígido em Moscou em um futuro próximo. As medidas atuais, que foram estendidas até 15 de janeiro, são bem menos restritivas do que as impostas em cidades europeias, como Paris (2,2 milhões de habitantes) e Londres (9 milhões).

Por exemplo, enquanto as casas noturnas estão fechadas, os bares podem abrir até 23h e concertos em áreas fechadas são restritos a 25 por cento da capacidade do local.

Em outubro, a covid-19 foi a principal causa de morte de 2.235 pessoas na capital russa, revelaram autoridades de saúde na quinta-feira, mais de quatro vezes o número de óbitos de setembro, quando o vírus causou a morte de 543 pessoas.

* Com informações do RT, Sobyanin.ru

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