Atualização 23/12 - Indícios sugerem que a vacina dos "ratinhos brancos" não foi bem sucedida no ensaio de fase 3 realizado no Brasil.

Mais uma vez, os resultados não foram anunciados, os dados não foram entregues e o governo estadual insiste no uso sem aprovação no País.

“Nós atingimos o limiar da eficácia, que permite o processo de solicitação de uso emergencial, seja aqui no Brasil, seja na China", disse nesta quarta-feira (23) o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, ao explicar que precisará de mais 15 dias para submeter os dados à Anvisa, reporta a Agência Brasil.

Contudo, dias atrás (14/12), o Governador de São Paulo justificou a não entrega dos dados à Anvisa, anunciado para ocorrer naquela data, afirmando que no dia 23 o Butantan apresentaria o estudo completo e pediria o registro definitivo, e não mais o pedido de uso emergencial com estudo preliminar.

“Registrar a vacina com estudo conclusivo vai permitir maior confiabilidade na análise da eficácia da vacina. Outro benefício será conquistar o registro definitivo da vacina em vários países do mundo. São Paulo espera obter o registro da vacina do Butantan até o final deste ano e iniciar a vacinação em 25 de janeiro, conforme está programado. Com autorização da Anvisa ou de órgão similar internacional”, afirmou Doria em entrevista a jornalistas no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

O governador ainda não se manifestou sobre o novo adiamento. Doria viajou de férias para Miami após o governo de São Paulo determinar o aumento de restrições de atividades econômicas em todos os 645 municípios do Estado durante o Natal e o Ano Novo –  apenas serviços essenciais poderão funcionar nos dias 25, 26 e 27 de dezembro e 1, 2 e 3 de janeiro.

N.E.: O limiar de eficácia de 50% foi fixado pela OMS quando era impensável que várias vacinas candidatas estariam anunciando eficácia acima de 90% ainda em 2020. Com mais de 50 vacinas já em fase de testes com humanos, e centenas em desenvolvimento, provavelmente será inexistente um mercado para vacinas covid de baixa eficácia.
Atualização 24/12 - A RTP reportou que o Secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou que a eficácia da vacina calculada pelo estudo do Butantan foi diferente da eficácia verificada em outros países em que a vacina foi aplicada, podendo ter sido essa discrepância nos dados que motivou o atraso na divulgação final.

"Não pode haver uma eficácia aqui, uma lá e outra acolá. É isso que a própria empresa entendeu. Ela quer isonomia. Ela quer que todos os resultados sejam iguais, sem nenhuma disparidade", explicou Gorinchteyn.

A vacina candidata CoronaVac está atualmente na fase três de testes no Brasil, Indonésia e Turquia.

Na China, não foram realizados ensaios de fase 3, porém a Sinovac obteve das autoridades chinesas autorização para uso emergencial, alegadamente tendo sido aplicada em funcionários da empresa e seus familiares.

"É normal esperar por uma análise dos testes de fase três antes de iniciar um programa de vacinas por meio da autorização de uso de emergência", disse o professor Dale Fisher, da Universidade Nacional de Cingapura, ao site de notícias CNBC.

O professor Fisher disse que tal movimento é "não convencional", acrescentando que isso seria "inaceitável" no Ocidente.
Atualização 07/01 - Em coletiva de imprensa, o Instituto Butantan disse que a eficácia da vacina da Sinovac no ensaio brasileiro foi de 78%, sem fornecer dados.

O Financial Times comentou.

"Vacina desenvolvida pela Sinovac é a chave para as ambições de Pequim de enviar vacinas ao redor do mundo".

"Poucos dados foram divulgados publicamente sobre qualquer uma das vacinas chinesas e nenhuma delas foi submetida para aprovação na Europa ou nos EUA".

"A [estatal chinesa] Sinopharm posteriormente publicou alguns resultados em seu site e disse que a injeção mostrou eficácia de 79%".
Atualização 09/01 -  De acordo com um quadro divulgado neste sábado (9) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não foram aceitos "os resultados da análise interna de desfecho primário do estudo clínico de fase 3", que comprovam a eficácia acima dos 50%.

A agência reguladora afirma também que o Instituto Butantan não entregou documentos básicos ao órgão.

“A submissão dos documentos técnicos previstos no Guia é condição necessária para viabilizar a avaliação, conclusão e a deliberação sobre a autorização de uso emergencial das vacinas”, informa a Anvisa em nota.

O documento publicado pela Anvisa detalha os itens ausentes no pedido de uso emergencial. São 6 levantamentos que ainda não foram entregues:

1. Características demográficas e basais da população do estudo;

2. Resultados do estudo por população de intenção de tratamento (ITT);

3. Dados sobre a disposição dos participantes, com o número de pacientes randomizados e números dos que completaram cada fase do estudo;

4. Descrição dos desvios de protocolo ocorridos na pesquisa e impactos, acompanhado pela listagem de pacientes com descios de protocolo e divididos por centros;

5. Listagem de participantes com desvios de protocolo, divididos por centro;

6. Dados de imunogenicidade do estudo fase 3.

A nota da Anvisa informa ainda que todas esses dados “devem ser avaliados por uma autoridade sanitária para permitir concluir pela eficácia e segurança de uma vacina experimental. A validade interna de um estudo clínico é o grau em que os resultados obtidos refletem os verdadeiros resultados dos estudos e, portanto, não seriam devidos a erros metodológicos. A validade interna de um ensaio clínico está diretamente relacionada ao delineamento, condução e relatos apropriados do estudo clínico”.

De acordo com a Anvisa, o Butantan não enviou nenhuma descrição "do status da aprovação internacional da vacina" nem uma "avaliação de risco demonstrando que a relação benefício-risco do uso emergencial da vacina é favorável".

Pelos critérios da agência, o Butantan não apresentou documentação para 12% dos itens; deu respostas insuficientes em 16% dos casos e precisa apresentar complementação para 32% das questões.

O governador de São Paulo pediu "senso de urgência" à agência reguladora.
Atualização 11/01 - Vacina CoronaVac tem 65% de eficácia, atesta Indonésia

A autoridade de alimentos e medicamentos da Indonésia, BPOM, informou que o número foi calculado com 25 casos de covid.

O medicamento da Sinovac foi aprovado para uso emergencial nesta segunda-feira (11).

A Indonésia já tinha negociado 125 milhões de doses da CoronaVac.

A decisão de comprar o medicamento da Sinovac foi tomada sem o conhecimento de sua segurança ou eficácia, disse Pandu Riono, professor de epidemiologia da Universidade da Indonésia.

De acordo com Sulfikar Amir, da Universidade Tecnológica de Nanyang de Cingapura, a equipe de vacinas da Indonésia consistia "em sua maioria de homens de negócios e políticos, não de especialistas médicos e profissionais de saúde", aumentando a preocupação de que os interesses comerciais fossem priorizados em relação à segurança, reporta o Financial Times.

O Secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, especulou que atrasos na divulgação dos resultados do ensaio conduzido pelo Butantan poderiam ser pelo desejo da Sinovac de "isonomia".

"Não pode haver uma eficácia aqui, uma lá e outra acolá. É isso que a própria empresa entendeu. Ela quer isonomia. Ela quer que todos os resultados sejam iguais, sem nenhuma disparidade", explicou Gorinchteyn.

A alegada "eficácia para casos leves" de 78%, anunciada em coletiva de imprensa do governo de SP, ainda não foi verificada pela Anvisa.
Atualização 11/01 - O secretário da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, disse em entrevista à GloboNews na manhã desta segunda-feira (11) que os dados da eficácia dos testes da CoronaVac realizados no Brasil serão apresentados em coletiva de imprensa no Butantan na terça-feira.

“Esses dados que nós chamamos de eficácia global estão em posse do Butantan e da agência reguladora, a Anvisa, e dessa maneira saberemos todos amanhã essa informação que é de fundamental importância para que nós possamos inseri-la inclusive nas próprias campanhas”, disse o Secretário.

Segundo o G1, no cálculo de especialistas, a eficácia da CoronaVac no Brasil deve ficar pouco acima de 60%.
Atualização 12/01 - O Butantan alegou que a eficácia foi de 50,4%

Espera-se que a Anvisa verifique os dados e calcule a eficácia.

O Washington Post (WaPo) abre a matéria As China nears a coronavirus vaccine, bribery cloud hangs over drugmaker Sinovac destacando que "a fabricante chinesa de vacinas contra o coronavírus Sinovac Biotech é boa em colocar seus produtos no mercado. Foi a primeira a iniciar os testes clínicos de uma vacina contra a SARS em 2003 e a primeira a trazer uma vacina contra a gripe suína aos consumidores em 2009".

"Seu CEO também estava subornando o regulador de drogas da China para aprovações de vacinas durante aquele período, mostram registros de tribunal", acrescenta o jornal.

"A Sinovac agora busca fornecer sua vacina contra o coronavírus para países em desenvolvimento, do Brasil à Turquia e Indonésia. Embora a corrupção e a fraca transparência tenham atormentado por muito tempo a indústria farmacêutica da China, raramente a confiabilidade de um único fornecedor de medicamentos do país teve tanta importância para o resto do mundo", continua o diário americano.

"Autoridades do Brasil e da Indonésia – as nações mais populosas da América Latina e do Sudeste Asiático – dizem que a CoronaVac pode ser aprovada nas próximas semanas", destaca o jornal.

"No Brasil, o governador de São Paulo, João Doria, considerou-a a vacina mais segura que o país já testou", informa o WaPo.

Não há evidências de que qualquer uma das vacinas aprovadas nos casos de suborno tenham problemas. Mas alguns especialistas dizem que um escrutínio extra das alegações da Sinovac sobre medicamentos é justificado.

“O fato de a empresa ter um histórico de suborno lança uma longa sombra de dúvida sobre suas alegações de dados não publicados e não revisados por pares sobre sua vacina”, disse Arthur Caplan, diretor da divisão de ética médica do New York University Langone Medical Center, ao Washington Times.

“Mesmo em uma pandemia, uma empresa com um histórico moralmente duvidoso deve ser tratada com grande cautela em relação às suas alegações”, recomenda Caplan.

Segundo registros de tribunais chineses, o fundador e CEO da Sinovac, Yin Weidong, 56 anos, admitiu ter pago suborno para Yin Hongzhang, funcionário da agência reguladora, e para sua mulher, entre 2002 e 2011.

Esses anos corresponderam ao período quando a start-up de biotecnologia fundada em 2001 foi escolhida a dedo pelas autoridades de Pequim para liderar o desenvolvimento de vacinas para SARS, gripe aviária e gripe suína, reporta o jornal.

Em um tribunal de Pequim em 2016, Yin Hongzhang, o ex-vice-diretor do centro de testes de drogas da China Food and Drug Administration, disse que Yin Weidong, da Sinovac, lhe deu subornos em dinheiro durante nove anos enquanto buscava a aprovação regulatória para as vacinas da empresa contra hepatite A, SARS, gripe aviária, febre aftosa e influenza A.

Em troca, Yin Hongzhang disse que ajudou a “acelerar o processo de aprovação” para as vacinas da Sinovac.

Após um acordo judicial, Yin Weidong cooperou com promotores e acusou a autoridade governamental de pedir suborno.

O CEO da Sinovac disse em seu depoimento que "não podia recusar" as solicitações de um regulador.

Yin Hongzhang foi sentenciado em 2017 a uma década de prisão por receber subornos da Sinovac e de outras sete empresas.

Yin Weidong permaneceu em liberdade e continua comandando a companhia.

Peter Humphrey, que investigou casos de corrupção farmacêutica na China, considerou “um pouco extraordinário” que a Sinovac tenha saído ilesa em 2017, apesar de seu CEO confessar ter cometido suborno durante anos.

Anteriormente, a China punia apenas a parte que aceitava os subornos, explicou Humphrey ao WaPo, mas isso mudou em 2014 com um caso envolvendo a GlaxoSmithKline, multada em US$ 490 milhões por subornar médicos e funcionários para aumentar as vendas, enquanto seu principal executivo na China recebeu pena de prisão suspensa.

Em resposta ao jornal, a Sinovac reconheceu o histórico de subornos da empresa.

Esse caso não foi pontual: pelo menos 20 funcionários do governo e administradores de hospitais em cinco províncias admitiram em tribunal receber subornos de funcionários da Sinovac entre 2008 e 2016.

“Na indústria de vacinas, normalmente damos uma comissão ao responsável para incentivá-lo a usar nossas vacinas”, disse um vendedor da Sinovac, em um caso de 2017 na província de Guangdong, reporta o Washington Post.

A Sinovac disse em 2017 que havia iniciado uma investigação interna em resposta aos casos de suborno. Ainda não anunciou o resultado da investigação.

Para a Sinovac, os casos de suborno tiveram pouco impacto visível, exceto para exacerbar uma luta acirrada de acionistas que congelou a negociação de suas ações na Nasdaq desde fevereiro de 2019.

Em seu último relatório anual, divulgado em abril, a Sinovac disse que Yin Weidong "não foi acusado de qualquer ofensa ou conduta imprópria e cooperou como testemunha com o procurador. Pelo que sabemos, as autoridades chinesas não iniciaram nenhum processo legal ou inquéritos governamentais contra o Sr. Yin".

O relatório de 2020 afirma que a Sinovac mantém políticas anticorrupção rigorosas, mas que "essas políticas podem não ser completamente eficazes".

CoronaVac

A Sinovac recebeu aprovação das autoridades chinesas em 13 de abril para conduzir estudos de fase I / II da vacina CoronaVac na China.

No dia 13 de junho, a empresa comunicou à imprensa que 743 voluntários saudáveis, com idades entre 18 e 59 anos, estavam participando dos ensaios clínicos. Desses, 143 voluntários estavam na fase I e 600 estão na fase II.

"A Companhia espera enviar um relatório de estudo clínico de fase II e um protocolo de estudo clínico de fase III à Administração Nacional de Produtos Médicos (NMPA) da China em um futuro próximo e iniciar a aplicação de ensaios clínicos de fase III fora da China", diz o press release.

Cerca de duas semanas após o comunicado comercial, no dia 3 de julho o Diário Oficial da União publicou uma autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a realização de estudo de fase III da CoronaVac no Brasil.

O pedido foi submetido pelo Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo.

A Anvisa afirmou que analisou os dados das etapas anteriores de desenvolvimento do produto.

"Foram realizados estudos não clínicos em animais, cujos resultados demonstraram que a vacina apresenta segurança aceitável. Também foram realizados estudos de fase I e II em seres humanos adultos saudáveis. Esses estudos demonstraram segurança e imunogenicidade favoráveis com o esquema de duas doses da vacina", afirmou a Anvisa.

No dia 20 de julho, um carregamento com doses da vacina experimental chegou no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos/SP.

No dia 26 de novembro, a Anvisa emitiu uma nota prestando os seguintes esclarecimentos à sociedade brasileira:

  • O Instituto Butantan não entregou o resultado de nenhuma fase de pesquisa clínica com seres humanos para a Anvisa.
  • Até o momento, a Anvisa recebeu somente dados pré-clínicos, que são dados anteriores aos testes com seres humanos, ao contrário do que foi afirmado de que dados referentes à fase 3 já haviam sido entregues.
  • Em reunião realizada entre a Agência e o Instituto Butantan, nesta quinta-feira (26/11), o Butantan afirmou que o pacote de informações necessárias para a avaliação da vacina ainda não foi concluído pelo Instituto.
  • A Anvisa informa que eventual aprovação de uma vacina pela autoridade regulatória da China não implica aprovação para o Brasil.
  • A vacina CoronaVac não está sendo testada nos EUA e na Europa.

Durante esta semana, uma equipe da Anvisa esteve em Pequim inspecionando a Sinovac Life Sciences Co., fabricante dos insumos utilizados pelo Instituto Butantan na produção da vacina CoronaVac, caso aprovada.

Em 2018, a maior rival da Sinovac, Sinopharm, recolheu 400 mil doses de vacinas de difteria, tétano e coqueluche por qualidade abaixo do padrão.

Atualização 07/12 - Nesta segunda-feira (7) o governo de São Paulo anunciou que o plano de vacinação com a CoronaVac começa em 25 de janeiro (data de aniversário da cidade de São Paulo), com a pretensão de ditar o prazo que a Anvisa teria para analisar o medicamento experimental chinês.

"Como nós teremos 40 dias entre a entrega do resultado da fase 3 e o prazo para iniciar a campanha de vacinação no Estado de São Paulo, entendemos que seja o suficiente para que a Anvisa possa fazer as suas análises", disse o Secretário-Executivo do Centro de Contingência contra a Covid-19 de SP, João Gabbardo.

O primeiro grupo a receber a vacina engloba profissionais de saúde, indígenas e quilombolas de todo o Estado.

Cronograma estadual de vacinação contra a Covid-19, segundo o governo de SP:

Público-alvoPrimeira doseSegunda dose
Trabalhadores da saúde, indígenas e quilombolas 25 de janeiro 15 de fevereiro
75 anos ou mais 8 de fevereiro 1° de março
70 a 74 anos 15 de fevereiro 8 de março
65 a 69 anos 22 de fevereiro 15 de março
60 a 64 anos 1° de março 22 de março
Fonte: Governo de São Paulo

A Anvisa reafirmou em nota que não recebeu dados essenciais sobre a vacina.

"Esclarecimentos sobre análise dos estudos da vacina Sinovac.

1. Até o momento, foram encaminhados dois conjuntos de dados de estudos de segurança e eficácia por meio do procedimento de submissão contínua. O primeiro foi encaminhado em 02/10/2020 e sua análise já foi concluída. O segundo foi encaminhado em 30/11/2020 e está em análise.

2. Não foram encaminhados dados relativos à fase III, que é a fase que confirma a segurança e eficácia da vacina. Esse dado é essencial para a avaliação tanto de pedidos autorização de uso emergencial quanto pedidos de registro.

3. A inspeção na empresa Sinovac foi concluída no dia 04/12: Após o final da inspeção, a equipe inspetora elabora um documento (Anexo III do POP-O-SNVS-001), onde são listados todas os achados da inspeção (potenciais não conformidades).

Este documento será formalmente enviado ao Instituto Butantan até 3 dias úteis após a inspeção. O documento deve ser respondido formalmente pelo Instituto Butantan em até 5 dias úteis após o seu recebimento.

Com base nas respostas fornecidas pelo IB, a equipe inspetora elabora o Relatório de Inspeção, o qual apesar de ter prazo procedimental máximo de 31 dias úteis, foi planejado nesta missão para que leve 10 dias úteis no máximo.

O Relatório de Inspeção é o documento conclusivo quanto à Certificação, podendo as conclusões deste levarem ao deferimento ou indeferimento da certificação.

Somando-se os dias apresentados, conclui-se que o Relatório de Inspeção deverá ser finalizado entre 30 de dezembro a 11 de Janeiro de 2020.

4. É importante destacar que para a solicitação de Autorização de Uso Emergencial é esperado que sejam apresentados minimamente os dados descritos do Guia sobre os requisitos mínimos para submissão de solicitação de autorização temporária de uso emergencial, em caráter experimental, de vacinas Covid-19."

Em coletiva de imprensa realizada no dia 27 de novembro, representantes do Ministério da Saúde afirmaram que o processo acelerado na Anvisa necessitaria no mínimo de 60 dias para conclusão após a submissão de todos os documentos.

* Com informações do The Washington Post, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agência Brasil

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