Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Foto: © Valdemir Cunha/LATAM Airlines Brasil
Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Foto: © Valdemir Cunha/LATAM Airlines Brasil

Para o Ministro do Turismo, Gilson Machado, a projeção mostra o impacto do setor no País e seu potencial de contribuição na geração de empregos.

“Estamos vindo de um ano atípico, em que o nosso setor foi duramente impactado pela pandemia. Esse dado só confirma que temos potencial para gerar mais emprego e desenvolvimento, liderando a recuperação da economia do nosso País”, disse Machado.

O setor de turismo tem fortes expectativa com a proximidade das festas de fim de ano e das férias. A projeção da CNN é que as atividades turísticas faturem R$ 170 bilhões ao longo da próxima alta temporada.

O estudo da CNC estima que bares e restaurantes deverão responder por mais de 60 mil vagas temporárias na alta temporada 2021/2022, seguidos pelo segmento de hospedagem, com 11 mil contratações no período.

Retomada

Em 2020, o setor apresentou retração de 36% no volume de receitas e registrou saldo negativo de empregados com carteira assinada (-240 mil). Neste ano, até setembro, o setor já havia registrado um saldo positivo de +167 mil vagas formais.

A retomada do setor se dá pelo mercado doméstico, impulsionado principalmente por destinos ligados ao ecoturismo e ao turismo de aventura.

“Nos Lençóis Maranhenses, Jericoacoara e Rotas das Emoções, em julho, nós deixamos de vender por falta de hospedagem”, disse Carina Câmara, coordenadora da Câmara Temática de Turismo do Consórcio Nordeste. "Como o brasileiro não pode viajar para fora, ele se voltou para conhecer o Brasil”.

O presidente da CVC, Leonel Andrade, acredita que o momento é de otimismo, com uma forte demanda reprimida.  

“Acreditamos que, com a confiança da população em voltar a viajar, no final do ano vai faltar avião e vai faltar hotel, o que para o setor é um desafio, mas é também motivo de muita celebração, pois mostra que a recuperação está acontecendo”, disse Andrade.

Para ele, os desafios serão de longo prazo. “Após essa demanda reprimida do verão passar, nós deveremos ser muito criativos em produtos e serviços, além do setor ter que investir pesado em comunicação, pois a pandemia não acabou”.

Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil, acredita que o cenário deve se dividir em dois neste momento: voos domésticos, que estão aumentando com perspectiva positiva para o ano que vem, e os voos internacionais, que têm uma recuperação mais lenta e com uma projeção melhor apenas para 2023 e 2024.

“As pessoas estão planejando viagens mais para o Brasil do que para o exterior, as burocracias e as barreiras de outros países por conta da covid-19 ainda afetam muito na hora da decisão de uma viagem nacional ou internacional”, disse Cadier.

Outro ponto importante é a mudança do perfil dos viajantes. A grande tendência no momento é de viagens em família, com as pessoas buscando fortalecer seus núcleos e ficar juntas, enquanto as viagens de negócios ainda continuam afetadas por muitas empresas realizando reuniões virtuais.

"Talvez com a volta das grandes empresas em escritórios isso possa se modificar”, ponderou Cadier.

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