Aras foi sabatinado por mais de seis horas na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde a recondução foi aprovada por 21 votos a favor e 6 contrários. A votação em Plenário durou menos de meia hora.

O relator da indicação presidencial na CCJ e no Plenário foi o Senador Eduardo Braga.

"O Doutor Augusto Aras, hoje, foi sabatinado na CCJ de forma absolutamente transparente. De forma muito competente, demonstrou os avanços conquistados pelo Ministério Público Federal e, em um amplo debate democrático, apresentou as garantias e as conquistas que o povo brasileiro alcançou com o cumprimento da Constituição. O nosso Estado Democrático de Direito também está escudado exatamente na fiscalização e no trabalho da Procuradoria-Geral da República" disse Braga.

O senador Carlos Fávaro afirmou que Aras é competente, dedicado e equilibrado.

"Muitas vezes, alguns achavam que, por ele não tomar algumas providências que consideravam corretas, que ele estava sendo um chapa-branca da Presidência da República. Outros, em determinados momentos, achavam que, por ele não tomar providências, estava traindo a confiança do Presidente da República. Na realidade, ele se mostrou equilibrado, competente, ponderado, forjado no bom senso e, por isso, merece o nosso apoio para que fique mais dois anos como Procurador-Geral da República", disse Fávaro.

O Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, disse que a votação alcançada é uma indicação clara da aprovação do trabalho de Aras pelo Senado.

"Houve a aprovação, com uma substancial maioria, que é uma indicação clara de que o Senado Federal aprovou o trabalho do Doutor Augusto Aras nos dois anos e o reconduziu a partir da indicação do Presidente da República", afirmou Pacheco.

Antônio Augusto Brandão de Aras foi indicado pela primeira vez pelo Presidente da República para chefiar o Ministério Público Federal, em 2019. Natural de Salvador, Aras ingressou no MPF em 1987. É especialista em Direito Eleitoral e Econômico, já atuou junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e integrou a comissão de juristas que trabalhou na reforma eleitoral de 2009. Foi Corregedor-Auxiliar do Ministério Público e professor universitário.

* Com informações da Agência Senado

Veja também: