Em 2020, a caderneta de poupança captou R$ 166 bilhões em recursos, o maior volume anual da série histórica, iniciada em 1995, decorrente dos depósitos do Auxílio Emergencial e da redução de gastos durante a pandemia.

No mês de novembro de 2020, o saldo foi positivo em R$ +1,479 bilhão.

Em outubro de 2021, a rentabilidade real da caderneta ficou negativa em -7,59% no acumulado de 12 meses. Trata-se do pior rendimento em 30 anos, quando o investidor que manteve dinheiro na poupança em 1991 perdeu -9,72% em termos reais em 12 meses.

De acordo com a legislação atual, a remuneração dos depósitos de poupança é composta pela Taxa Referencial (TR), que está em zero desde 2017, mais 70% da taxa básica de juros, a Selic, mensalizada. Essa regra vale enquanto a taxa Selic for igual ou inferior a 8,5%. Atualmente, a taxa básica está em 7,75% ao ano.

Para a Selic acima de 8,5%, e depósitos feitos até abril de 2012, o rendimento é de TR+0,50% ao mês, ou 6,17% ao ano.

A expectativa do mercado financeiro é a Selic subir para 9,25% ao ano na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Mesmo passando a render mais a partir dezembro, a caderneta de poupança continuará perdendo para a inflação e para outros investimentos de renda fixa.

* Com informações e dados do Banco Central do Brasil

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