A quarentena no Estado de São Paulo começou no dia 24 de março e, desde então, não havia registro de congestionamento em vias da cidade.

O número de passageiros no transporte público da Capital também vem aumentando nos últimos dias.

Nesta quarta-feira (8), a SPTrans teve que colocar mais 424 ônibus em circulação, distribuídos em 196 linhas de todas as regiões. A decisão foi tomada “após análise de oferta e demanda realizada pelos técnicos”. No dia anterior, os coletivos transportaram 810 mil passageiros a mais do que no dia 27 de março. Metade da frota de ônibus já está nas ruas.

Segundo a Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos (STM), comparado a períodos de atividade normal, o Metrô opera com cerca de 20% da demanda de passageiros, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos com 27% e as linhas de ônibus intermunicipais com 28%. Metrô, CPTM e ônibus intermunicipais estão transportando entre 80 mil a 160 mil (1-2%) passageiros a mais quando comparado ao total registrado há uma semana.

Nas ruas, supermercados e bancos da Capital se observa um crescente movimento de pessoas, com ocasionais aglomerações e filas.

Segundo estimativas do Instituto Butantã e da Universidade de Brasília, utilizando dados de geolocalização de celulares, de 23 de março a 2 de abril o isolamento na Capital caiu de 66% para 53%.

O Governador João Doria disse que as pessoas em aglomerações públicas serão advertidas e orientadas pela Polícia Militar. Em caso de insistência, a desobediência civil ao decreto da quarentena poderá levar à detenção dos envolvidos.

A quantidade de pessoas em locais públicos e que circulam nas ruas impacta o número de leitos necessários para tratamento de casos de Covid-19, a síndrome respiratória causada pelo coronavírus SARS-CoV-2.

Segundo a Agência Brasil, em São Paulo há 861 pacientes com Covid-19 internados em estado grave em UTIs e 815 em enfermarias.

“Se nós conseguirmos aumentar o distanciamento social, que estava em média de 54%, para 70%, o número de leitos disponíveis no Estado de São Paulo será suficiente para essa primeira onda epidêmica”, explica David Uip, Coordenador do Centro de Contingência para a Covid-19 no Estado de São Paulo.

* Com informações Companhia de Engenharia de Tráfego, G1, Estadão, Agência Brasil

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