O indicador mede a diferença entre contratações e demissões. O saldo  positivo em junho foi resultado de 1.248.106 admissões contra 1.199.670  desligamentos ocorridos no período.

O número de empregados com carteira chegou a 38,819 milhões, em  junho.

Para o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo,  os dados indicam que o resultado deste ano será melhor do que o de  2018. Dalcomo ainda aposta na melhora dos índices de confiança dos  empresários e de consumidores impulsionada pela aprovação da reforma da  Previdência, a criação da medida provisória Medida Provisória nº 881  (Liberdade Econômica) e a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de  Serviço (FGTS).

Setores

Em junho, o setor de serviços foi o que mais gerou empregos, com  saldo de 23.020 vagas, seguido por agropecuária (22.702) e construção  civil (13.136).

As atividades dentro do agro que mais se destacaram em junho foram o apoio à agricultura, laranja e soja. São Paulo foi o estado que mais teve expansão de vagas formais de emprego no setor.

A indústria da transformação demitiu mais do que contratou, registrando saldo negativo de 10.988 vagas. O comércio também  apresentou saldo negativo (3.007 vagas).

No acumulado de seis meses, o setor de serviços se destacou, com  geração de 272.784 vagas. A agropecuária apresentou saldo de 75.380. O  terceiro lugar na criação de vagas foi ocupado pelo setor da indústria  da transformação (69.286). Por outro lado, o comércio registrou saldo  negativo (88.772) no mesmo período.

Regiões

No mês, o Sudeste foi a região que mais gerou empregos formais  (31.054), a mesma situação observada no acumulado do ano, com geração de  251.656 vagas. O Sul registrou saldo negativo de 2.714 vagas, mas, na  soma dos resultados dos últimos seis meses, a região teve geração de  11.455 empregos. No primeiro semestre, o Nordeste foi a única região a  apresentar saldo negativo, com 35.193 vagas.

Trabalho intermitente

Em junho, foram realizadas 15.520 admissões e 5.343 desligamentos na  modalidade de trabalho intermitente, registrando saldo positivo de 10.177 empregos no período.

As maiores contratações nessa modalidade foram segurança, porteiro, faxineiro, recepcionista e vendedor.

Depois de quatro anos em queda, carteira assinada volta a crescer

No primeiro semestre deste ano, foram criados mais 408.500 postos de  trabalho ( 8.221.237 admissões e 7.812.737 desligamentos), o maior saldo  para o período desde 2014 quando foram criadas 588.671 vagas. No mesmo  período do ano passado, o saldo foi de 392.461 vagas.

Número de aprendizes cresce 14% no primeiro semestre

Marcelo Gallo, Superintendente Nacional de Operações do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), diz que à medida que o mercado reage, as vagas começam a surgir.

O total de aprendizes somou 247.679 de janeiro a junho, de acordo com o Boletim Estatístico do CIEE  divulgado na segunda-feira (22), em São Paulo. Em relação aos estagiários, o total foi 868.468 alunos encaminhados, com crescimento de 4%.

O estudo mostrou que estudantes do sexo feminino são maioria no mercado, respondendo por 65% das vagas ocupadas de estágio e 53% das vagas de  aprendiz.

De acordo com a pesquisa, 70% dos aprendizes eram jovens já formados  no ensino médio, enquanto 25% ainda estavam cursando o ensino médio. O  estudo revelou também que 5% dos aprendizes estavam no ensino  fundamental. Quanto aos estagiários, 78% são do ensino Superior, 19% do ensino Médio e 3% do ensino Técnico.

Os cursos com maior número de estagiários no País são Direito, Pedagogia, Administração, Ciências Contábeis, Engenharia Civil,  Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Psicologia, Educação Física, Ciência da Computação, e Arquitetura e Urbanismo, nessa ordem.

* Com informações do Ministério da Economia, CIEE, e revista Época.