Em relatório divulgado nesta quarta-feira (2), a S&P Global estima que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescerá 2,2% ao ano, em média, entre 2021 e 2024.

A recuperação estimada de 4% para o PIB de 2021 explica-se pela fraca base de comparação, criando um efeito estatístico favorável a um porcentual maior de crescimento neste ano.

Apesar da perspectiva de crescimento econômico, a S&P Global manifestou preocupação com a “natureza duradoura” da pandemia, criando incertezas “significativas” para o desempenho da economia brasileira no curto e no médio prazo, destacando o risco de um possível aperto monetário – que pode comprometer o crescimento caso a inflação suba mais que o esperado.

No relatório, a S&P Global Ratings reafirmou seus ratings de crédito soberanos ‘BB-/B’ de longo e curto prazo em moeda estrangeira e local na escala global atribuídos ao Brasil. A perspectiva dos ratings de longo prazo permanece estável.

A agência avaliou que o Brasil deve ter uma consolidação fiscal lenta até 2024, mas que a recuperação econômica neste ano deve ajudar a conter o endividamento.

"A perspectiva estável reflete nossas expectativas de recuperação econômica em 2021 e de redução gradual do déficit fiscal, o que deve resultar em um ritmo mais lento de acúmulo de dívida nos próximos dois anos, bem como em um desempenho externo sólido", disse a S&P.

"Esperamos que a ligeira melhora na trajetória fiscal e as amplas reservas de liquidez ajudem a preservar a confiança do mercado e as condições de financiamento adequadas para o governo nos mercados locais".

A melhora fiscal esperada pela S&P é atribuída à redução dos gastos emergenciais e a "receitas fiscais dinâmicas" em meio à recuperação do crescimento.

Na semana passada, a Fitch Ratings manteve a nota do Brasil em "BB-", com perspectiva negativa, esperando uma piora na trajetória fiscal face às incertezas da pandemia.

Segundo a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia, apesar do fim dos programas emergenciais em dezembro de 2020 e do recrudescimento da pandemia no começo de 2021, a atividade econômica permaneceu em trajetória de elevação nos primeiros meses do ano.

A SPE avalia que o resultado do PIB do 1º trimestre de 2021, de 1,2%, “mostra a forte recuperação da atividade econômica, mesmo com o recrudescimento da pandemia”.

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