Murashko anunciou que uma vacina Covid-19 do tipo adenovírus desenvolvida no país completou os ensaios clínicos e está em fase de registro.

"A vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pelo Gamaleya Scientific Research Institute of Epidemiology and Microbiology concluiu os ensaios clínicos e agora estamos preparando os documentos para o seu registro", afirmou Mikhail Murashko à agência TASS no sábado (1).

A inoculação da população com a vacina do Instituto Gamaleya, desenvolvida em conjunto com o Main Military Clinical Burdenko Hospital, está planejada para ser iniciada em outubro, em uma grande campanha de vacinação gratuita.

O Ministro Murashko acrescentou que outra vacina, desenvolvida pelo State Research Center of Virology and Biotechnology Vector, e também ligada ao Ministério da Defesa, está passando por ensaios clínicos.

Rinat Maksyutov, diretor-geral do centro de pesquisas, informou que a expectativa é que a vacina do Vector comece a ser produzida em novembro.  

"Esperamos iniciar a produção já em novembro deste ano. Portanto, perto do final do ano e do início do próximo podemos começar a vacinação, pelo menos para grupos de risco", disse Maksyutov.

O Ministério da Saúde espera ainda que os desenvolvedores de mais duas vacinas solicitem permissão para iniciar ensaios clínicos nas próximas seis a oito semanas.

Anna Popova, chefe do órgão de vigilância sanitária, disse neste domingo (2) que está confiante na eficiência e segurança das vacinas anti-coronavírus que estão sendo desenvolvidas na Rússia.

"Não tenho dúvidas de que a vacina que chega às pessoas será absolutamente segura e, é claro, eficaz", afirmou em entrevista ao programa de notícias Vesti no canal de televisão Rossiya-1.

Popova enfatizou que nunca houve vacinas com segurança questionável no mercado russo.

"Temos muito cuidado com a qualidade das vacinas e exercemos um controle muito rigoroso de sua qualidade", disse a médica.

De acordo com Anna Popova, nenhum desenvolvedor de vacinas no mundo tem conhecimento completo sobre a sustentabilidade da imunidade ao coronavírus após a inoculação.

"Esperamos que a imunidade seja sustentável e duradoura", disse, esclarecendo que o protocolo da vacina do Instituto Gamaleya prevê duas inoculações. "Isso significa que a primeira inoculação deve ser seguida pela segunda em 21 dias".

Nos ensaios clínicos, a imunidade estável foi adquirida após 20 dias da primeira inoculação. A expectativa da segunda dose é manter a imunidade por até dois anos.

Kirill Dmitriyev, chefe do Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF), disse que a Rússia pretende produzir um total de 200 milhões de doses da vacina até o final do ano em parceria com outros cinco países, sem revelar os nomes.

Na quarta-feira passada (29/07), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse que a instituição do Governo de São Paulo foi procurada por emissários do governo russo para fabricar a vacina no Brasil, e que pediu mais dados sobre a imunização.

* Com informações da TASS, Vesti/Rossiya-1

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