“Neste momento, temos 27 navios russos navegando para o Brasil, para trazer fertilizante para o agronegócio, que é nosso orgulho. Não é apenas pela questão de divisas ou por representar um quarto do PIB, mas para nossa segurança alimentar”, confirmou o Presidente Jair Bolsonaro, nesta terça-feira (26), durante a abertura da 23ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.

O Presidente disse ainda ter recebido pedidos da Organização Mundial do Comércio (OMS) para que o Brasil aumente as exportações de alimentos.

As importações totais de fertilizantes e matérias-primas usadas para produzir adubos aumentaram 25% no primeiro trimestre, segundo dados do Siacesp. As remessas de cloreto de potássio cresceram 42%, atingindo 3 milhões de toneladas.

Os três maiores fornecedores de cloreto de potássio para o Brasil no primeiro trimestre foram a canadense Canpotex, cujos controladores são a Mosaic e a Nutrien, a gigante bielorussa Belarus Potash Company e a russa UralKali, segundo o Siacesp.

A Mosaic, a norueguesa Yara e a brasileira Fertipar foram as três maiores importadoras, trazendo juntas 1,3 milhão de toneladas entre janeiro e março.

Segundo Bolsonaro, a visita feita ao Presidente russo, Vladimir Putin, em fevereiro, ajudou a manter as remessas de fertilizantes para o Brasil.

“A poucos dias após declarações de pessoas que minha ida tinha sido em momento inoportuno, tivemos as informações que quase 30 navios com fertilizantes estavam vindo da Rússia para o Brasil. Ou seja, a nossa política externa, que tem à frente o Ministro Carlos França, é reconhecida por todos nós e pelo mundo afora”, disse o Presidente na segunda-feira (25), na abertura da 27ª  Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow), em Ribeirão Preto, no interior paulista.

Quarto maior mercado consumidor de fertilizantes, o Brasil importa cerca de 85% das necessidades da agricultura —a Rússia fornece 25% desses insumos.

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