"Hoje, a Rússia é o único país a ter três vacinas contra a covid-19", disse Mishustin.

Anteriormente, a Rússia registrou para uso doméstico as vacinas covid Sputnik V e EpiVacCorona, desenvolvidas respectivamente pelo Gamaleya National Center of Epidemiology and Microbiology e pelo Vector State Research Center of Virology and Biotechnology.

A CoviVac, desenvolvida pelo Chumakov Federal Scientific Center for Research and Development of Immune and Biological Products of the Russian Academy of Sciences, é uma vacina de vírus integral inativado, uma tecnologia com mais de 50 anos utilizada também no imunizante chinês CoronaVac – que está sendo injetado pelo SUS em regime de uso emergencial.

O novo imunizante russo foi testado para segurança em 200 pessoas entre 18 e 60 anos. Os ensaios clínicos controlados por placebo, em larga escala, ainda não começaram.  

A CoviVac é aplicada em duas doses, com 14 dias de intervalo entre elas. A vacina é transportada e armazenada a temperaturas normais de geladeira.

O Centro Chumakov planeja produzir 500.000 doses da CoviVac por mês.

Mercado global

O centro de pesquisas russo, fundado em 1955 em São Petersburgo por Mikhail Chumakov, é conhecido por seu trabalho com o cientista americano Albert Sabin no auge da Guerra Fria, que levou à produção da vacina contra a poliomielite.

Em entrevista neste sábado ao canal de TV Russia-24, o diretor-geral do Centro Chumakov, Aydar Ishmukhametov, disse que a instituição planeja solicitar à Organização Mundial da Saúde (OMS) a pré-qualificação da CoviVac, que abrirá o caminho da vacina para o mercado global.

"A vacina que desenvolvemos ... reflete toda a história da ciência russa, bem como global, das vacinas", disse Ishmukhametov.

Segundo o virologista Alexander Chepurnov, ao incluir todos os elementos do vírus a CoviVac cria uma resposta imune mais ampla, que provavelmente protegerá contra quaisquer variantes.

O Presidente Vladimir Putin determinou na segunda-feira (15) uma revisão das vacinas russas avaliando sua capacidade de proteção contra as novas variantes do SARS-CoV-2.

Contra-indicações

A gravidez e a amamentação são contra-indicações ao uso da vacina CoviVac, de acordo com o manual de preparação publicado neste sábado, ressaltando que a eficácia e a segurança da preparação em gestantes e lactentes não foram estudadas.

O imunizante também é contra-indicado se surgirem reações graves após a administração – temperatura corporal acima de 40 graus centígrados, hiperemia ou inchaço de mais de 8 cm de diâmetro –, ou complicações como colapso ou episódio hipotônico-hiporresponsivo se desenvolverem dentro de 48 horas após a vacinação. A preparação também não deve ser usada se convulsões se desenvolverem após qualquer inoculação anterior.

Outras contra-indicações ao uso da CoviVac incluem reações alérgicas graves.

É proibido administrar o imunizante a menores de 18 anos.

* Com informações da TASS

Veja também: