O economista-chefe para América Latina do banco Goldman Sachs, Alberto Ramos, diz que é improvável que as medidas adotadas pelo governo sejam capazes de compensar a paralisia da economia brasileira. Ele estimou que a queda do PIB deve chegar a -0,9%.

"É provável que o consumo privado sofra com a escalada das medidas voluntárias e obrigatórias de distanciamento social e com a perda de renda pelos trabalhadores autônomos e temporários. Os gastos com investimentos provavelmente sofrerão com o aumento significativo da incerteza, perspectivas ruins a curto prazo e aperto significativo das condições financeiras", declarou.

O JPMorgan espera recuo de -3,5% da economia no primeiro trimestre deste ano e um tombo de -10% no segundo. O banco projeta declínio de -1,0% no PIB em 2020.

O colapso anualizado de -17% da Turquia e de -16% do México provavelmente será o maior dos mercados emergentes no segundo trimestre, seguido das economias da Europa Central e Oriental.

“Esperamos uma recessão no primeiro semestre em mercados emergentes, exceto a China, à medida que a contenção aumenta e os mercados desenvolvidos se contraem”, afirmou o banco.

O Itaú revisou nesta sexta-feira (20) a previsão para o PIB do Brasil deste ano e passou a estimar uma contração da atividade econômica. Tomando como base o impacto na China do avanço do surto de coronavírus, o banco projeta retração da economia brasileira entre -0,7% e -1,6% em 2020.

Em relatório distribuído aos clientes, o Bank Of America (BofA) estimou que a economia brasileira terá uma recessão de -0,5%.  

"A recessão é impactada por menor consumo privado e menores investimentos. Ainda há uma grande incerteza sobre a previsão, pois não está claro quando as coisas começarão a normalizar", informou o banco. A instituição financeira alertou que o risco é que a queda do PIB seja ainda maior, diante da falta de clareza sobre o processo de recuperação da economia brasileira.

O Prefeito de São Paulo, Bruno Covas, estima que o PIB da cidade sofrerá retração de -1% em 2020.

Já a Fundação Getulio Vargas (FGV), prevê que a economia brasileira poderá ter contração de -4,4% em 2020, com riscos da atividade ainda sentir efeitos negativos “significativos” até 2023.

Nesta sexta-feira (20), o governo reduziu para zero a previsão de crescimento do PIB neste ano.

* Com dados e informações da Bloomberg, O Globo, Exame, Agência Brasil

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