A revista, do Financial Times, destaca que poucos países foram afetados pela pandemia do novo coronavírus da mesma forma que o Brasil.

A The Banker pondera que enquanto no início de 2020 as expectativas eram que a maior economia da América Latina teria contração de 9%, as projeções foram sendo revisadas “drasticamente” no final do ano para cerca de 4,5%.

Conforme a publicação, muito desse cenário “promissor” se deve ao trabalho do Banco Central do Brasil.

“A instituição monetária respondeu à crise adotando medidas efetivas e sem precedentes para assegurar que a liquidez não secaria o sistema financeiro, além de tomar ações específicas para que empresas, em especial as pequenas, pudessem continuar operando”, destacou a revista.

De março a novembro, as novas operações de crédito para grandes empresas somaram US$ 133 bilhões, enquanto o crédito para pequenas e médias e microempresas somou US$ 97 bilhões.

O programa de liquidez do BC representou 17,5% do PIB, e foi acoplado a outras medidas que liberaram capital das instituições financeiras que, segundo o banco, tinham potencial para aumentar o crédito pelo equivalente a até 20% do PIB.

The Banker cita ainda que o BC obteve autorização temporária do Congresso para comprar e vender ativos privados para aumentar a liquidez do sistema financeiro, fortalecendo o mercado de títulos em moeda local.

As medidas de apoio ao crédito e à liquidez impactaram positivamente o mercado de crédito e ajudaram a economia brasileira a se recuperar.

Campos Neto agradeceu a premiação e disse que é um reconhecimento da competência dos servidores do Banco Central.

“Este prêmio é o resultado do trabalho de uma equipe inteira. Portanto, a revista The Banker está reconhecendo a competência e a dedicação dos servidores do Banco Central”.

* Com informações The Banker

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