As sanções e boicotes aos embarques de petróleo da Rússia, um grande exportador de destilados, especialmente para a Europa, estão reduzindo ainda mais a oferta.

Segundo levantamento da Euroilstock, os estoques de destilados da Europa caíram para cerca de 378 milhões de barris no final de abril.

Nos Estados Unidos, a Energy Information Administration (EIA) divulgou que os estoques chegaram a 105 milhões de barris na semana passada.

Em Cingapura, os estoques de destilados caíram para 6 milhões de barris na primeira semana de maio, o menor nível sazonal desde 2006.

A escassez e a elevação dos preços mostram que a economia está enfrentando restrições de capacidade vinculantes e deve entrar em uma fase de crescimento mais lenta até que mais capacidade de refino possa ser agregada, avalia John Kemp, analista de mercado da Reuters.

"Nas últimas décadas, a escassez de destilados sempre foi resolvida por uma desaceleração no meio do ciclo econômico ou uma recessão de fim de ciclo", pondera Kemp.

O aumento das taxas de juros em todo o mundo, o aperto das condições de crédito e o impacto da inflação nos orçamentos das famílias e das empresas são vistos como gatilhos para uma desaceleração, conclui o analista da Reuters.

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