A decisão da JCVI sobre crianças de 5 a 11 anos veio depois que o órgão regulador de medicamentos do Reino Unido, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA), autorizou o uso da vacina pediátrica experimental para a faixa etária.

A Pfizer somente submeteu o pedido à MHRA depois que a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) concluiu seu processo para a nova vacina.

A formulação da terapia pediátrica -- doses com 7,5 vezes menos partículas de mRNA (0,02mg vs 0,15mg) e substituição do polietilenoglicol/polisuccinato de butileno por tromethamine, busca reduzir os riscos de efeitos adversos graves observados no produto regular da Pfizer/BioNTech. Fonte/Arte: © Anvisa
A formulação da terapia pediátrica -- doses com 7,5 vezes menos partículas de mRNA (0,02mg vs 0,15mg) e substituição do polietilenoglicol/polisuccinato de butileno por tromethamine, busca reduzir os riscos de efeitos adversos graves observados no produto regular da Pfizer/BioNTech. Fonte/Arte: © Anvisa

Embora a autorização da MHRA cubra toda a faixa etária, é improvável que o JCVI recomende em breve uma campanha de vacinação em massa entre crianças.

Enquanto os sindicatos de professores argumentam que cabe aos cientistas e pais decidir sobre tais questões, Julie McCulloch, chefe de política da Associação de Líderes Escolares e Universitários, disse que a opção de estender a vacinação continua aberta, “e esperamos que a decisão seja feito em tempo hábil”.

No entanto, alguns especialistas médicos levantaram preocupações sobre a legitimidade da vacinação de crianças para proteger a população em geral.

O papel do JCVI é equilibrar qualquer impacto da vacinação contra os riscos da covid-19, notavelmente menores em crianças mais jovens saudáveis, que tendem a experimentar a infecção pelo vírus SARS-CoV-2 como uma doença muito leve.

Casos por milhão (homens) no Cenário Base do estudo Benefits-Risks of Pfizer-BioNTech COVID-19 Vaccine for Ages 5 to 11 Years apresentado em 26 de outubro ao painel da FDA. PREMISSAS: 1) Duração da proteção da vacina: 6 meses após a 2ª dose (eficácia da vacina constante); 2) Surto de COVID-19 estável por um período de 6 meses (taxas de incidência constantes para casos de COVID-19, hospitalizações, permanências na UTI e óbitos); 3) Efetividade da vacina 70% contra infecção e 80% contra a hospitalização
Casos por milhão (homens) no Cenário Base do estudo Benefits-Risks of Pfizer-BioNTech COVID-19 Vaccine for Ages 5 to 11 Years apresentado em 26 de outubro ao painel da FDA. PREMISSAS: 1) Duração da proteção da vacina: 6 meses após a 2ª dose (eficácia da vacina constante); 2) Surto de COVID-19 estável por um período de 6 meses (taxas de incidência constantes para casos de COVID-19, hospitalizações, permanências na UTI e óbitos); 3) Efetividade da vacina 70% contra infecção e 80% contra internação

Com a rápida disseminação da Ômicron, o JCVI também deve considerar o nível de proteção induzido por duas doses da vacina da Pfizer, e se a imunidade natural, observada em cerca de 40% das crianças, é efetiva para enfrentar a nova variante.

O JCVI está coletando mais dados e experiências com o terapia gênica experimental da Pfizer antes de recomendar inoculação em massa em crianças de 5 a 11 anos.
O JCVI está coletando mais dados e experiências com o terapia gênica experimental da Pfizer antes de recomendar inoculação em massa em crianças de 5 a 11 anos.

As recomendações da JCVI são para todo o Reino Unido, mas a decisão de segui-las ou não é prerrogativa dos governos de cada nação. O médico-chefe do País de Gales, Dr. Frank Atherton, disse imediatamente que sim.

Em um anúncio paralelo, o JCVI recomendou a extensão de vacinações de reforço, três meses após as doses principais, para adolescentes com 16 e 17 anos; para jovens de 12 a 15 anos gravemente imunocomprometidos e que já receberam uma terceira dose, ou aqueles que fazem parte de um grupo de risco clínico ou que moram com alguém imunossuprimido.

* Com informações da BBC

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