Se manter imunizado é uma questão de proteção social, segundo a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, Ana Goretti.

“O atual momento de pandemia não pode gerar impacto na queda da cobertura vacinal".

Segundo Goretti, o distanciamento social e a situação da pandemia no Brasil, são fatores que têm gerado impacto na queda da cobertura vacinal.

“Muitas famílias ficam com receio de ir aos postos de saúde, mas temos orientado todas as equipes de saúde do país quanto às medidas de segurança para evitar infecções”, explica.

Ana Karolina Barreto Marinho, coordenadora do Departamento Científico de Imunização da ASBAI (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia), afirma que as saídas de casa neste momento controlado devem ser feitas de forma organizada. "É preciso pensar em estratégias, como só levar acompanhante se necessário e evitar horários de pico", afirma.

Gripe (influenza)

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra a gripe e suas complicações. A vacina é segura e é considerada uma das medidas mais eficazes para evitar casos graves e óbitos por gripe. As complicações são mais comuns em idosos e indivíduos vulneráveis. As mais frequentes são as pneumonias bacterianas secundárias.

A constante mudança dos vírus influenza requer um monitoramento global e frequente reformulação da vacina contra a gripe.

Devido a essa mudança dos vírus, é necessário a vacinação anual contra a gripe.

Por isso, todo o ano, o Ministério da Saúde realiza a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe. Este imunobiológico protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul.

O encerramento da terceira e última fase da campanha de 2020 foi prorrogada até 30 de junho. As pessoas que perderam as fases anteriores devem comparecer aos postos para receber a dose da vacina.

Público-alvo

  • Pessoas com mais de 60 anos;
  • Trabalhadores da área de Saúde;
  • Professores de escolas públicas e privadas;
  • Força de segurança e salvamento;
  • Funcionários do sistema prisional;
  • Crianças de seis meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias;
  • Gestantes em qualquer idade gestacional;
  • Puérperas até 45 dias após o parto;
  • Caminhoneiros;
  • Motoristas e cobradores de transporte coletivo;
  • Trabalhadores portuários;
  • Povos indígenas a partir dos seis meses de idade;
  • Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais independe da idade;
  • Pessoas com deficiência.

De acordo com Isabella Ballalai, vice-presidente da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), a vacina pode provocar reações leves. O mais comum é o local da aplicação ficar dolorido, inchado ou com vermelhidão. Há ainda a possibilidade de febre baixa, especialmente em crianças pequenas. "Mas tudo isso deve desaparecer em até 48 horas", diz a especialista.

Sintomas como febre alta, nariz entupido e dor no corpo não são sintomas de reação à vacina; nestes casos, é importante buscar assistência médica.

O Programa Nacional de Imunização (PNI) conta com 37 mil postos públicos de vacinação de rotina em todo o país, sendo que em campanhas este número chega a 50 mil postos e 51 Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs) São distribuídas mais de 300 milhões de doses de imunobiológicos anualmente.

 * Com informações do Ministério da Saúde, Vivabem

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