Entre as atividades, os impactos negativos mais importantes em junho vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (-3,8%), que voltou a recuar após crescer nos meses de abril (1,6%) e maio (0,3%); celulose, papel e produtos de papel (-5,3%), com o terceiro mês consecutivo de queda e acumulando nesse período perda de 8,4%; e produtos alimentícios (-1,3%), eliminando parte do avanço de +2,9% registrado em maio.

Outras contribuições negativas importantes foram: produtos de metal (-2,9%); indústrias extrativas (-0,7%); produtos diversos (-5,8%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-2,5%); móveis (-5,2%); e outros produtos químicos (-0,8%).

Entre as atividades que registraram crescimento na produção, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (+4,1%) exerceu o principal impacto positivo em junho. Destacam-se ainda os avanços em máquinas e equipamentos (+2,9%); outros equipamentos de transporte (+11,0%); couro, artigos para viagem e calçados (+6,0%); e impressão e reprodução de gravações (+12,3%).

Categorias econômicas

A categoria Bens de consumo semi e não duráveis (-1,3%) assinalou a taxa negativa mais acentuada em junho de 2021, eliminando parte do avanço de +3,6% registrado em maio, quando interrompeu três meses seguidos de queda, período em que acumulou redução de -11,5%. Outros resultados negativos vieram dos segmentos de bens de consumo duráveis (-0,6%), a sétima queda seguida e acumulando nesse período perda de -16,7%; e de bens intermediários (-0,6%), recuando -2,3% em três meses consecutivos de queda.

O setor produtor de bens de capital (+1,4%) apontou a única taxa positiva em junho de 2021, a terceira expansão seguida.
Evolução (%) da produção industrial brasileira. Fonte/arte: © IBGE
Evolução (%) da produção industrial brasileira. Fonte/arte: © IBGE 

Na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral da indústria não apresentou variação no trimestre encerrado em junho de 2021 frente ao nível do mês anterior, após registrar taxas negativas em março (-1,0%), abril (-1,6%) e maio (-0,9%).

“Há, no setor industrial, uma série de adversidades por conta da necessidade das medidas de restrição, como a redução do ritmo produtivo, a dificuldade de obtenção de matérias-primas e o aumento dos custos de produção", explicou o gerente da pesquisa, André Macedo.

"Pelo lado da demanda, ou seja, observando a economia como um todo, há também uma taxa de desocupação alta, o que traz uma consequência para a massa de salários. São fatores que não são recentes, mas ajudam a explicar esse comportamento da produção industrial”, acrescentou Macedo.

* Com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Veja também: