Atualização 21/08 - O Presidente Bolsonaro confirmou hoje (21) que o Programa de Auxílio Emergencial será estendido até dezembro de 2020. A expectativa é que os valores das parcelas sejam divulgados na terça-feira (25), quando Bolsonaro anunciará medidas do Governo Federal para recuperação da economia.

A produção industrial mensal de junho registrou o oitavo resultado negativo seguido na comparação com a produção do mesmo mês do ano anterior.

No resultado, houve comportamento positivo disseminado, explicado pela retomada das atividades após as paralisações decretadas por prefeitos e governadores em diversas plantas industriais do País.

Categorias Econômicas
Variação (%)
Junho/
Maio 2020*
Junho/
Junho 2019
Acumulado
6 meses
Acumulado
12 Meses
Bens de Capital 13,1 -22,2 -21,2 -11,0
Bens Intermediários 4,9 -5,9 -6,6 -4,2
Bens de Consumo 15,9 -11,6 -16,2 -6,8
Duráveis 82,2 -35,1 -36,8 -16,9
Semiduráveis e não Duráveis 6,4 -5,6 -10,3 -4,0
Indústria Geral 8,9 -9,0 -10,9 -5,6
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria
*Série com ajuste sazonal

Na comparação com junho de 2019, foram registrados resultados negativos em quatro grandes categorias econômicas, 21 dos 26 ramos, 55 dos 79 grupos e 63% dos 805 produtos pesquisados.

Apesar do efeito-calendário positivo – junho de 2020 teve dois dias úteis a mais do que junho de 2019 –, o ritmo da produção industrial continua prejudicado pelos efeitos das medidas impostas.

Entre as atividades, a de veículos automotores, reboques e carrocerias (-52%) causou o maior impacto negativo na formação da média da indústria, pressionada, em grande medida, pelos itens automóveis, caminhões, autopeças, caminhão-trator para reboques e semirreboques e veículos para o transporte de mercadorias.

Foram registradas contribuições negativas também nos ramos de metalurgia (-25%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-47%), máquinas e equipamentos (-20%), de couro, artigos para viagem e calçados (-45%), produtos têxteis (-24%), produtos de borracha e de material plástico (-10%), outros produtos químicos (-6%), produtos diversos (-30%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-18%), produtos de minerais não-metálicos (-6%), produtos de metal (-5%) e outros equipamentos de transporte (-16%).

Por outro lado, ainda em relação a junho de 2019, cntre as cinco atividades em alta, a principal contribuição veio de produtos alimentícios (8%). Outros impactos positivos foram assinalados pelos ramos farmoquímicos e farmacêuticos (13%), de bebidas (8%) e de produtos de limpeza e de higiene pessoal (12%).

Entre as grandes categorias econômicas, os resultados do primeiro semestre de 2020 mostraram menor ritmo para bens de consumo duráveis (-37%) e bens de capital (-21%), pressionadas, em grande parte, pela redução na fabricação de automóveis (-51%) e eletrodomésticos (-14%), na primeira; e de bens de capital para equipamentos de transporte (-36%) e para fins industriais (-16%), na segunda. Os setores produtores de bens de consumo semi e não-duráveis (-10%) e de bens intermediários (-7%) também assinalaram taxas negativas no índice acumulado no ano, mas ambos com quedas menos acentuadas do que a observada na média nacional.

* Com informações do IBGE

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