Atualização 10/06 - O governador de São Paulo prolongou, pela quinta vez, a quarentena no Estado, vigorando até 28 de junho. (Agência Brasil)

Com a paralisação de diversas unidades de produção, a pesquisa mostrou queda da produção industrial em 13 dos 15 locais pesquisados, na passagem de março para abril.

Amazonas (-47%), Ceará (-34%), Região Nordeste (-29%), Paraná (-29%), Bahia (-25%), São Paulo (-23%), Rio Grande do Sul (-21%) e Rio de Janeiro (-14%) registraram as maiores quedas desde o início da série histórica, em 2002.

Outras quedas foram observadas em Espírito Santo (-17%), Minas Gerais (-16%), Santa Catarina (-14%), Pernambuco (-12%) e Mato Grosso (-4%).

São Paulo, maior parque industrial do país, foi o principal destaque negativo do mês de abril. É o terceiro mês consecutivo de queda da produção industrial paulista, acumulando -28% no período.

“São Paulo concentra aproximadamente 34% da indústria nacional e atinge nessa passagem (de março para abril) a taxa mais intensa de sua série histórica. Os setores que mais influenciaram essa queda foram o de veículos automotores e o de máquina e equipamentos”, explica o analista da pesquisa, Bernardo Almeida.

A quarentena no Estado de São Paulo foi decretada em 24 de março e vem sendo prorrogada desde então. A promessa de uma "quarentena inteligente" não se concretizou. Fonte: IBGE - Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física
A quarentena no Estado de São Paulo foi decretada em 24 de março e vem sendo prorrogada desde então. A promessa de uma "quarentena inteligente" não se concretizou. Fonte: IBGE - Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física

A segunda maior influência no resultado nacional foi o Paraná, com queda de -29%, acumulando -32% em dois meses. Assim como São Paulo, os setores de veículos automotores e de máquinas e equipamentos foram os que mais contribuíram para o maior recuo da série histórica no Estado.

Já o Rio de Janeiro, terceiro maior destaque negativo, acumulou recuo de -16% em três meses, influenciado pelas quedas nos setores de veículos automotores e de derivados do petróleo.

O setor Outros Equipamentos de Transporte pressionou o resultado do Amazonas, que acumulou queda de -53% em três meses.

“A gente pode inferir que é uma queda na produção de motocicletas, que é o principal produto nesse setor. Outro setor que também é muito influente dentro da indústria amazonense é o de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos”, explica Bernardo.

Indústria cai em 13 locais na comparação com abril de 2019

Na comparação com abril de 2019, nove dos 15 locais atingiram seu pior resultado negativo desde o início da série histórica: Amazonas (-54%), Ceará (-53%), Rio Grande do Sul (-36%), Região Nordeste (-33%), São Paulo (-32%), Santa Catarina (-31%), Paraná (-31%), Pernambuco (-29%) e Bahia (-27%).

Espírito Santo (-24%), Minas Gerais (-21%), Mato Grosso (-12%) e Rio de Janeiro (-6%) completam o grupo com queda da produção industrial.

Bernardo Almeida destaca que pelo isolamento social ter começado a partir da segunda quinzena de março, naquele mês os impactos não foram sentidos de forma completa.

“Quando chegamos em abril, vimos que a queda foi bastante impactante e significativa. Estamos no pior patamar da série histórica a nível nacional”.

* Com informações do IBGE

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