Com a volta de algumas fábricas que estavam paradas, outubro teve 177,9 mil autoveículos produzidos, +2,6% a mais que em setembro.

Mas na comparação com outubro do ano passado, a queda foi de -24,8%.

A escassez mundial de componentes eletrônicos levou ao pior outubro dos últimos cinco anos, de acordo com o balanço mensal divulgado pela ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de Autoveículos) nesta segunda-feira (8). A expectativa é que a falta de componentes continuará a impactar o setor no ano que vem.

“2022 continuará sendo um ano de grandes desafios na entrega de semicondutores no setor automotivo”, antevê Moraes.

Geralmente outubro é um mês de produção bastante elevada, para abastecer as concessionárias no final do ano, quando a procura é mais aquecida. Fonte/Arte: © ANFAVEA

No acumulado de janeiro a outubro, entretanto, há um crescimento das vendas de 9,5% em relação ao mesmo período do ano passado, com a comercialização de 1,7 milhão de autoveículos, destacando-se o aumento ao longo do ano os licenciamentos de caminhões (+50%), furgões (+38%)  e picapes (+33%).

Licenciamento de autoveículos - Comparativo Janeiro a Outubro 2021/2020. Fonte/Arte: © ANFAVEA
Licenciamento de autoveículos - Comparativo janeiro a outubro 2021/2020. Fonte/Arte: © ANFAVEA
Licenciamento de veículos para transporte de carga -- comparativo janeiro a outubro (em mil unidades). Fonte/Arte: © ANFAVEA
Licenciamento de veículos para transporte de carga -- comparativo janeiro a outubro (em mil unidades). Fonte/Arte: © ANFAVEA
Cenários de Produção 2021. Fonte/Arte: © ANFAVEA

Apesar  dos problemas nas linhas produtivas, houve aumento do nível de emprego ao longo de 2021, com 1.400 novas vagas nas fábricas de autoveículos, somando 102.625 funcionários diretos, sem contar os das fábricas de máquinas agrícolas e de construção.

“Nossa indústria faz o possível e o impossível para garantir os empregos, sempre na expectativa de uma reação do mercado. Esperamos responsabilidade de todos os agentes públicos para que em 2022 haja uma melhoria no ambiente geral de negócios, a despeito de ser um ano eleitoral”, disse em nota Luiz Carlos Moraes.

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