Desde o surgimento da indústria automobilistica no Brasil, em 1957, jamais houve um mês com produção tão baixa como abril de 2020, de acordo com os números divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

No início de abril, apenas duas das 65 fábricas espalhadas pelo País estavam em operação.

Ao longo do mês, 1.847 veículos foram produzidos, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, um tombo de 99,4% em comparação às 267,6 mil unidades fabricadas em abril de 2019.

“É o pior resultado da história da indústria desde 1957”, enfatizou o presidente da entidade, Luiz Carlos Moraes. De acordo com a associação, 55 fábricas ainda estão paradas no início do mês de maio, com 95 mil funcionários sem trabalhar.

O setor de máquinas agrícolas, considerado essencial pelo governo federal, especialmente em período de pandemia, produziu 1.752 máquinas autopropulsadas, quantidade 60% menor comparada a março.

A queda abrupta da produção foi acompanhada de recuos igualmente dramáticos nas vendas ao mercado interno e nas exportações.

As vendas caíram 76% em abril, com o emplacamento de 56 mil unidades, contra 232 mil na comparação com o mesmo mês do ano passado, pior resultado em 20 anos e a maior queda da história para o mês.

O setor de caminhões vendeu 4 mil unidades, 54% menos do que o registrado em abril do ano passado, e o de máquinas agrícolas caiu 24%.

Já as exportações despencaram 80% para autoveículos, pior volume desde janeiro de 1997, e 62% para máquinas, na comparação com o mesmo mês do ano passado.

No acumulado do ano, a produção caiu 40%, com a montagem de 587,7 mil unidades entre janeiro e abril, contra 965,4 mil no mesmo período de 2019.

Para o presidente da Anfavea, é difícil prever a retomada do setor em um momento de endurecimento das medidas de isolamento social em várias cidades do País.

“É muito difícil a gente falar de previsão quando a gente tem cidades sendo fechadas”, ressaltou Moraes.

* Com informações da Anfavea, Agência Brasil

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