O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária no decorrer do ano, correspondente ao faturamento dentro do estabelecimento. É calculado com base na produção agrícola e pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do País dos 26 maiores produtos agropecuários nacionais.

A contribuição das lavouras ao VBP é de 72%, e da pecuária, 28%.

Estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2022 com base em dados de janeiro
Estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2022 com base em dados de janeiro

Um conjunto amplo de produtos mostra contribuição favorável para o crescimento da agropecuária neste ano, destacando-se o algodão, com crescimento real do VBP de +35%, amendoim (+14%), banana (+17%), café (+64%), cana-de-açúcar (+32%), laranja (+7%), milho (+22%), e tomate (+21%).

Contribuições negativas têm sido observadas em arroz, batata-inglesa, cacau, soja e uva, que vêm tendo redução de quantidades produzidas e de preços.  

Com resultados menos favoráveis, a pecuária apresenta recuo do crescimento. As retrações mais fortes ocorrem em carne suína e de frango, com preços mais baixos dos praticados em 2021.

Fatores climáticos

Os resultados regionais do VBP registram impactos da seca que atingiu o Rio Grande do Sul e o Paraná. As lavouras mais afetadas foram a soja e milho, embora haja também um impacto nas criações, devido à redução da oferta de alimentos.

No Rio Grande do Sul, onde predomina o arroz irrigado, a queda de produção foi de -10%. Nas lavouras de milho a redução foi de -32%, e da soja, -34%, segundo a Conab.

No Paraná, a soja teve uma quebra dada pela diferença entre 19,8 milhões de toneladas em 2021 para 13,2 milhões em 2022 – o VBP caiu de R$ 87,5 bilhões para 83,7 bilhões.

* Com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)

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