Diante da vulnerabilidade econômica e social dos mais pobres, agravada pela pandemia, Pacheco reafirmou que está sendo estudada, juntamente com a equipe econômica do governo, uma forma de “compatibilizar o auxílio governamental aos mais carentes”. Para ele, esse é um “duro dilema” já que o País precisa cumprir o equilíbrio fiscal.

"Estamos estabelecendo, junto ao nosso Colégio de Líderes e à equipe econômica do governo federal, um caminho para compatibilizar um auxílio governamental aos mais carentes, que ainda é absolutamente necessário neste momento, com os princípios e fundamentos que norteiam a responsabilidade fiscal”, disse o presidente do Senado.

No contexto da recuperação econômica em curso, Rodrigo Pacheco destacou que a pandemia exige que se dê prioridade à saúde pública e defendeu que o País continue tomando precauções sanitárias, porém sem negar que é necessário continuar produzindo.

“Precisamos cuidar racionalmente da nossa saúde, adotando todos os cuidados higiênico e sanitários possíveis, mas não fazendo disso uma histeria, negando uma realidade. Precisamos continuar produzindo para continuar a abastecer as famílias, gerar renda interna, além de continuar atendendo os mercados estrangeiros que compram nossa produção e retornam em riquezas para o nosso País”.

Pacheco disse que a pandemia trouxe ainda mais desafios ao País, exigindo que as instituições trabalhem com "equilíbrio e harmonia" e que os representantes do povo possam atuar juntos, independentemente de partidos políticos, ideologias ou de crenças.

"Precisamos ter coragem e firmeza para entregar ao povo brasileiro o que ele precisa, o que é bom para a nação, e não necessariamente o que esse ou aquele setor ou segmento entenda, ao sabor do momento, que seja o melhor para si ou mesmo para todos".

Atualização 04/02 - Pacheco e Guedes querem novo auxílio emergencial em troca de pauta fiscal

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, se reuniu na noite desta quinta-feira (4) com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para estabelecer os termos da parceria entre os poderes Legislativo e Executivo na pauta econômica. Pacheco disse que o Congresso dará andamento a uma agenda de reformas fiscais, e, em troca, quer a dedicação do ministério na elaboração de um novo programa de renda emergencial.

Segundo Pacheco, o auxílio emergencial garantido durante parte do ano de 2020 foi uma iniciativa essencial para ajudar a população mais pobre e movimentar a economia. Ele destacou que essa medida não pode ser abandonada.

"A pandemia continua. Vim externar uma preocupação do Congresso Nacional em relação à assistência social, a um socorro urgente para ajudar a camada mais vulnerável. Senti do ministro toda a boa vontade de encontrar uma solução para isso. Obviamente faremos isso com cautela e prudência, mas temos que ter a sensibilidade humana", disse Pacheco.

* Com informações da Agência Senado

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