Em entrevista ao jornal carioca O GLOBO, Kakinoff disse estar otimista quanto ao desempenho da economia brasileira e da empresa em 2020.

"Estamos otimistas e positivos em relação à economia. Nossa projeção
para o próximo ano, como resultante das políticas econômicas e das
reformas que estão sendo endereçadas ou ambicionadas, é de uma taxa de
crescimento do PIB entre 2% e 3%. E assumindo a elasticidade típica do
setor aéreo brasileiro vis a vis o PIB, estamos prevendo um crescimento
da nossa própria oferta para o ano que vem de 6% a 9%. O setor cresce de
duas a três vezes o que cresce o PIB."

Kakinoff informou também que a GOL identificou um comportamento tipicamente prévio de uma retomada econômica, observando claramente um crescimento significativo de atividade nos setores de varejo e de infraestrutura.

Segundo o executivo, "o setor aéreo é um bom termômetro do índice de atividade econômica antes dessa atividade se concretizar. Quando um determinado setor está, por exemplo, elaborando estudos para a aprovação de um grande redesenho de fábrica, essas pessoas começam a voar mais antes dessa fábrica surgir. A gente captura esse tipo de movimento de uma forma privilegiada".

Em 2018, a GOL transportou 33,5 milhões de passageiros em 250 mil voos.

Cerca de 27% dos embarques da GOL são de passageiros que viajam a negócios. Em 2018, 7 milhões de pessoas com CPF foram transportadas pela GOL – cerca de 15 milhões de brasileiros com CPF voam por ano.

Paulo Kakinoff assumiu o cargo de Diretor-Presidente da GOL Linhas Aéreas Inteligentes em julho de 2012. Anteriormente, atuou na  indústria automobilística por 18 anos, tendo ocupado as funções de Presidente da Audi Brasil, Diretor de Vendas & Marketing da Volkswagen do Brasil e Diretor Executivo para a América do Sul na matriz do Grupo Volkswagen na Alemanha.

* Com dados e informações do O Globo e 8ª edição do Workshop de Imprensa da GOL

Atualização 06/12/2019

O economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato, em evento de apresentação de projeções a jornalistas na manhã desta sexta-feira em São Paulo, informou que o banco revisou a estimativa de crescimento do PIB em 2020 para 2,5%. Segundo Honorato, os principais motores do crescimento serão o crédito e o emprego.

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