As Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade  de São Paulo iniciam  nesta segunda-feira (10) uma Campanha local de  Vacinação contra o  Sarampo. O público-alvo da ação é especificamente  formado por pessoas  com idade entre 15 e 29 anos. Embora representem aproximadamente 20% da população paulista, esses jovens respondem por cerca de metade dos casos do Estado.

Segundo o médico Julio Abramczyk, o surto de sarampo em 2017, na Venezuela, resultou em transmissão  endêmica, ressurgimento da doença nas Américas, e na importância da  atual campanha de vacinação na cidade de São Paulo.

"Um paciente com o vírus pode infectar, em média, de 12 a 18 pessoas, principalmente nos lotados ônibus e  trens, situação que favorece a disseminação de uma doença que pode ser  contida e eliminada por campanhas de prevenção", explica o Dr. Abramczyk.

No ano passado, o município de São Paulo realizou campanha de vacinação voltada para a população entre 1 e 4 anos idade e atingiu 95,6% de cobertura, acima do percentual estabelecido pelo Ministério da Saúde.

A tríplice viral é fornecida ao município pelo Programa Nacional de Imunizações, por meio da Secretaria de Estado da Saúde e está disponível  durante todo o ano na rede municipal de saúde. A vacina deve ser  aplicada em duas doses a  partir de um ano de vida da criança até 29 anos  de idade. Pessoas de 30  a 59 anos (nascidos a partir de 1960) devem  receber uma dose. A vacina  é contraindicada para mulheres grávidas e  indivíduos imunossuprimidos.

Casos confirmados

Em 2019, a capital paulista já confirmou 25 casos de sarampo, sendo 8 importados (pessoas que viajaram ou tiveram contato com quem viajou) e o restante em processo de verificação do local provável de infecção. Até a confirmação destes casos, não havia registro da doença na cidade de São Paulo desde 2015. Não há casos de óbitos registrados na cidade.

Em  todos os casos suspeitos de sarampo identificados, a vigilância   epidemiológica desencadeia ações de bloqueio vacinal para interromper a   transmissão da doença. As ações são realizadas em todos os locais   frequentados pelo caso suspeito, tais como: residência, escola, unidade   de saúde, meio de transporte utilizado em viagens no período de   transmissão da doença, dentre outros. Desta forma um único caso  suspeito  pode desencadear múltiplos bloqueios em diferentes regiões da  cidade,  eventualmente até em outros municípios ou estados.