Segundo levantamento da Prefeitura, 25 mil pessoas estavam em situação de rua na cidade de São Paulo em janeiro de 2020. Entidades sociais afirmam que o número ultrapassa 32 mil pessoas, o dobro do último censo, realizado em 2015.

Os pesquisadores do censo consideram que população em situação de rua é toda e qualquer pessoa que durma em praças, calçadas, marquises, baixos de viadutos, terrenos baldios, cemitérios e carcaças de veículos.

Também estão inseridos neste grupo os moradores de rua acolhidos, aqueles que pernoitam em albergues públicos ou em entidades sociais.

A Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) dispõe de 134 serviços específicos para população em situação de rua. Destes, 89 são voltados ao acolhimento e somam 17,2 mil vagas.

Pandemia de coronavírus (SARS-CoV-2)

A Secretaria Municipal de Saúde intensificou as abordagens aos moradores de rua por meio das equipes do Consultório na Rua e Redenção na Rua, que realizam o primeiro atendimento.

Profissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBS) também foram capacitados para atender pessoas em situação de rua.

Em casos suspeitos de covid-19 é investigado onde a pessoa dorme e circula, para identificar contatos e possíveis novos suspeitos. O doente é encaminhado à unidade de saúde para atendimento e diagnóstico e, em caso de maior gravidade, o SAMU é acionado.

O Serviço Especializado de Abordagem Social (SEAS), composto por 600 orientadores profissionais, também intensificou as orientações dos cuidados a serem tomados para se evitar o contágio do vírus.

A equipe realiza busca 24 horas por dia para identificar pessoas ou famílias em situação de rua e oferecer acolhimento na rede socioassistencial. A atuação é por meio de escuta qualificada, visando à aproximação, construção e fortalecimento de vínculos, atendimentos sociais, orientações e encaminhamentos.

Das 22h às 8h, a abordagem é realizada pela Coordenadoria de Pronto Atendimento Social (CPAS).

As pessoas não são obrigadas a aceitar os serviços oferecidos.

Os encaminhamentos podem ser feitos por meio do Centro Referência de Assistência Social (CRAS) e do Centro de Referência Especializada em Assistência Social (CREAS), através de abordagens realizadas pelo Serviço Especializado de Abordagem Social (SEAS), e por procura espontânea.

* Com informações da Prefeitura Municipal de São Paulo

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