De acordo com o Relatório de Farmacovigilância - Monitorização, as reações adversas comunicadas envolvem as vacinas da Pfizer/BioNtech (7.581 notificações), AstraZeneca (4.188), Moderna (1.486) e Janssen/J&J (1.136).

Das 14.447 reações adversas notificadas, 5.373 (37%) foram consideradas graves, incluindo 82 mortes.

Segundo o Infarmed, cerca de 90% das reações adversas graves “dizem respeito a situações de incapacidade temporária e outras consideradas clinicamente significativas pelo notificador, quer seja profissional de saúde ou utente”.

Na faixa etária entre os 25 e os 49 anos, foi observada a maior proporção de efeitos adversos graves: foram registradas 2.536 notificações (47% do total de casos graves) em 5.052.411 inoculações (34% do total de doses administradas).

Na faixa etária mais jovem, entre os 12 e os 17 anos, foram registrados 20 casos graves – quatro de miocardite.

Os casos de morte ocorreram no grupo de indivíduos com uma mediana de idade de 77 anos, implicando que metade dos mortos tinham menos de 77 anos, e "não pressupõem necessariamente a existência de uma relação causal entre cada óbito e a vacina administrada, decorrendo também dentro dos padrões normais de morbilidade e mortalidade da população portuguesa”.

O relatório informa ainda que entre as reações graves houve três casos de trombose e trombocitopenia – dois relacionados com a vacina da AstraZeneca e um da Janssen. Quatro foram considerados prováveis e cinco como possíveis.

No caso da associação entre as vacinas de mRNA e o aparecimento de miocardite/pericardite houve três casos confirmados, sete prováveis e um possível.

No caso da síndrome inflamatória multissistémica (MIS), foi notificado um caso referente a uma adolescente de 16 anos e associado à vacina da Pfizer. “A reação adversa implicou internamento hospitalar, mas a doente encontra-se estável e já em recuperação”

Ocorreu ainda a notificação de um caso confirmado de Síndrome de Guillain-Barré (SGB) associado à vacina da Janssen, quatro prováveis e dois possíveis.

No total de 14.664.616 inoculações, por cada mil doses administradas o Infarmed foi notificado de uma reação adversa referente à vacina da Pfizer, Moderna e Janssen e duas da AstraZeneca.

O Infarmed ressalta que os imunizantes foram utilizados em subgrupos populacionais distintos, bem como em períodos e contextos epidemiológicos diferentes, não permitindo uma “comparação dos perfis de segurança entre vacinas”.

Portugal espera atingir a meta de vacinação de 85% com o esquema completo no final de setembro.

Terceira dose

A administração universal da terceira dose de vacina contra coronavírus continua a fazer parte do debate da opinião pública, ainda que as autoridades sanitárias portuguesas afastem a hipótese no momento, remetendo uma decisão para mais tarde, quando houver mais dados.

O Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Lacerda Sales, disse, nesta segunda-feira, que na semana passada “foi emitido um comunicado conjunto da EMA e do ECDC no sentido de se dizer que são necessários dados mais robustos do ponto de vista científico para se poderem tomar decisões acertadas”.

“Neste momento aguardamos para tomarmos depois a decisão", acrescentou.

Atualização 07/09/2021

A vacinação contra o coronavírus da covid-19 no grupo dos adolescentes está em ritmo acelerado, apesar de ter começado no período de férias. Desde a terceira semana de agosto até à manhã desta terça-feira (7), 82% dos jovens entre os 12 e os 17 anos já tinham iniciado o processo.

Segundo a coordenação da campanha de vacinação, a hesitação à vacina é baixa, sendo ligeiramente maior nos mais jovens: aumenta de 2% na faixa etária dos 40 anos para 4% na dos 20 anos.

Atualização 10/10/2021

De acordo com os resultados do último Eurobarômetro divulgado esta sexta-feira (10), a população portuguesa situa-se acima da média europeia no que toca à importância da imunização contra o vírus da covid-19.

Segundo a pesquisa, 86% dos portugueses concordam (54%) e tendem a concordar (32%) que os benefícios da vacina compensam os seus riscos, fazendo do país aquele com a maior porcentagem nesta questão. A média europeia é de 72%.

Questionados sobre a gestão que a União Europeia (UE) tem feito da estratégia de vacinação, 84% dos portugueses estão satisfeitos (69%) ou muito satisfeitos (15%) e 89% concordam (36%) e tendem a concordar (53%) que a UE desempenha papel fundamental para garantir o acesso às vacinas em Portugal, sendo as médias da UE de, respetivamente, 49% e 64%.

O levantamento foi conduzido online pela Ipsos European Public Affairs entre 17 e 25 de agosto de 2021, com 26.459 maiores de 15 anos nos 27 Estados-membros.

Veja também: