De acordo com dados apurados pelo BdP, com base na Informação Empresarial Simplificada (IES), a queda do faturamento das empresas não financeiras, transversal à maioria das organizações, foi mais severa no setor de hospedagem, restaurantes e bares (-42,5%), nas atividades artísticas, de espetáculos, desportivas e recreativas (-35,5%) e nos negócios de transportes e armazenagem (-24%).

Ainda assim, em alguns setores, o volume de vendas e serviços prestados cresceu, destacando-se construção (+3,0%) e atividades de informação e comunicação (+4,4%).

Segundo o BdP, os resultados das empresas, medidos antes de amortizações, depreciações, juros e impostos (EBITDA), decresceram 19% face a 2019.

A queda da rentabilidade foi mais acentuada nas empresas dos setores de transportes e armazenagem e de hospedagem e refeições – neste setor, a percentagem de empresas com resultados líquidos negativos passou de 46% em 2019 para 67% em 2020 –, que registraram resultados próximos de -20%.

Os dados apontam ainda que 38% das empresas apresentaram um EBITDA negativo (31% em 2019) e, para 19% das empresas, o EBITDA gerado não foi suficiente para cobrir os gastos de financiamdento (14% em 2019).

A percentagem de empresas com capital próprio negativo (passivo superior ao ativo) passou de 25,5% em 2019 para 26,4% em 2020.

Apesar da redução de atividade ter sido generalizada aos vários setores da economia, "a situação econômica das empresas não foi afetada da mesma forma”, disse o BdP, acrescentando que, “no seu conjunto, as empresas continuaram a reforçar os capitais próprios e a autonomia financeira (medida pelo peso do capital próprio no balanço) aumentou para 38% em 2020 (36,5% em 2019)”.

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