No 1º trimestre de 2021, a população ocupada (85,7 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre anterior, mas o nível da ocupação – percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar – recuou para 48,4%, queda de -0,5 p.p. frente ao 4º trimestre e de -5,1 p.p. ante o 1º trimestre de 2020.

A taxa de informalidade no 1º trimestre de 2021 foi de 39,6% da população ocupada, ou 34,0 milhões de trabalhadores informais.

A taxa de informalidade da população ocupada agrega as seguintes populações: Empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada; Empregado doméstico sem carteira de trabalho assinada; Empregador sem registro no CNPJ; Trabalhador por conta própria sem registro no CNPJ; Trabalhador familiar auxiliar.

No trimestre anterior, a taxa havia sido 39,5% e no 1º trimestre de 2020, 39,9%. As maiores taxas do 1º trimestre deste ano ficaram com Maranhão (61,6%), Amazonas (59,6%) e Pará (59,0%) e as menores, com Santa Catarina (27,7%), Distrito Federal (29,3%) e São Paulo (29,5%).

A taxa de desocupação (14,7%) do 1º trimestre de 2021 subiu +0,8 p.p. frente ao trimestre anterior e aumentou +2,5 p.p. ante o 1º trimestre de 2020.

Frente ao trimestre anterior, a taxa de desocupação avançou em oito unidades da Federação, com estabilidade nas demais. Os maiores aumentos foram no Tocantins (5,8 p.p.), Pará (2,9 p.p.), Maranhão (2,5 p.p.) e Piauí (2,5 p.p.).

As maiores taxas de desocupação foram em Pernambuco e Bahia (ambos com 21,3%), seguidos por Sergipe (20,9%) e Alagoas (20,0%). As menores taxas foram as de Santa Catarina (6,2%), Rio Grande do Sul (9,2%), Paraná (9,3%) e Mato Grosso (9,9%), as únicas abaixo de 10,0%.

A taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto, 24,4%, era superior à dos demais níveis de instrução. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi 17,5%, mais que o dobro da verificada para o nível superior completo (8,3%).

No 1° trimestre de 2021, a taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada) foi de 29,7%, subindo +0,9 p.p. frente ao trimestre anterior e crescendo +5,3 p.p. frente ao 1º trimestre de 2020.

Taxa composta de subutilização - Trimestres de janeiro a março – 2012 a 2021. Fonte/arte: © IBGE
Taxa composta de subutilização - Trimestres de janeiro a março – 2012 a 2021. Fonte/arte: © IBGE

As maiores taxas no 1º trimestre de 2021 foram do Piauí (48,7%), Maranhão (47,3%), Alagoas (46,9%) e Bahia (44,8%) e as menores, de Santa Catarina (11,9%), Mato Grosso (16,7%), Paraná (18,7%) e Rio Grande do Sul (18,8%).

Taxa composta de subutilização da força de trabalho por UF (%) – 1° trimestre de 2021. Fonte/arte: © IBGE
Taxa composta de subutilização da força de trabalho por UF (%) – 1° trimestre de 2021. Fonte/arte: © IBGE

A população subutilizada (33,2 milhões de pessoas) cresceu nas duas comparações: +3,7% (mais 1,2 milhão de subutilizados) frente ao trimestre anterior e +20,2% (mais 5,6 milhões) em relação ao 1º trimestre de 2020.

A população fora da força de trabalho (76,5 milhões) ficou estável ante o trimestre anterior e cresceu +13,7% (9,2 milhões de pessoas) frente ao 1º trimestre de 2020.

A população desalentada (6,0 milhões) ficou estável frente ao 4º trimestre e cresceu +25% ante o 1º trimestre de 2020.

No 1º trimestre de 2021, o maior número de desalentados estava na Bahia (785 mil, ou 13,2% do contingente nacional). Maranhão (20,8%) e Alagoas (17,9%) tinham os maiores percentuais; Santa Catarina (1,1%), Mato Grosso (1,7%) e Paraná (1,9%), os menores.

O número de empregados com contratos de trabalho CLT no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 29,6 milhões, com estabilidade frente ao trimestre anterior e queda de -10,7% (menos 3,5 milhões de pessoas) frente ao 1º trimestre de 2020.

O percentual de empregados com carteira de trabalho assinada no 1º trimestre de 2021 era de 75,3% dos empregados do setor privado. Os maiores percentuais estavam em Santa Catarina (88,4%), Rio Grande do Sul (84,7%), Paraná (83,8%) e São Paulo (82,7%) e os menores, no Maranhão (48,0%), Piauí (54,5%) e Pará (54,6%).

O número de empregados informais no setor privado (9,7 milhões) caiu nas duas comparações: -2,9% ante o trimestre anterior e -12,1% (menos 1,3 milhão de pessoas) frente ao 1º trimestre de 2020.

O número de trabalhadores por conta própria (23,8 milhões) teve alta de +2,4% frente ao trimestre anterior (mais 565 mil de pessoas) e ficou estável na comparação anual. O percentual da população ocupada do país trabalhando por conta própria foi de 27,8%. Os maiores percentuais foram do Amapá (37,2%), Amazonas (35,4%) e Maranhão (35,2%) e os menores, do Distrito Federal (20,2%), São Paulo (24,0%) e Minas Gerais (24,9%).

A categoria dos trabalhadores domésticos (4,9 milhões) ficou estável frente ao trimestre anterior, mas recuou -17,3% (menos 1 milhão de pessoas) ante o mesmo período de 2020.

Já o grupo dos empregados no setor público (11,8 milhões), que inclui servidores estatutários e militares, caiu -2,9% (menos 351 mil de pessoas) frente ao trimestre anterior e ficou estável frente ao 1º trimestre de 2020.

O rendimento real habitual (R$ 2.544) ficou estável em ambas as comparações. Já a massa de rendimento real habitual (R$ 212 bilhões) ficou estável ante o trimestre anterior e caiu -6,7% frente ao 1º trimestre de 2020 (menos R$ 15 bilhões).

No trimestre de janeiro a março de 2021, a força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas), estimada em 100,5 milhões, ficou estável ante o trimestre anterior e recuou -4,4% (menos 4,6 milhões de pessoas) frente ao 1º trimestre de 2020.

O número de subocupados por insuficiência de horas trabalhadas (7,0 milhões) ficou estável ante o trimestre anterior e cresceu +8,7% (mais 565 mil pessoas) frente ao 1º trimestre de 2020.

O número de ocupados em todos os grupamentos de atividades ficou estável frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2020.

Na comparação anual, a única alta foi em Agricultura (+4,0% ou mais 329 mil pessoas). Dois grupamentos ficaram estáveis e sete registraram queda:  

  • Indústria Geral (-7,7%, ou menos 914 mil pessoas)
  • Construção (-5,7%, ou menos 361 mil pessoas)
  • Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-9,4%, ou menos 1,6 milhão de pessoas)
  • Transporte, armazenagem e correio (-11,1%, ou menos 542 mil pessoas)
  • Alojamento e alimentação (-26,1%, ou menos 1,4 milhão de pessoas)
  • Outros serviços (-18,6%, ou menos 917 mil pessoas)
  • Serviços domésticos (-17,3%, ou menos 1,04 milhão de pessoas).

O número de empregadores (3,8 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre anterior e recuou -14,0% (menos 616 mil) ante o 1º trimestre de 2020.

O número de empregadores com CNPJ (3,095 milhões) é o mais baixo desta série, iniciada em 2016, ficando estável ante o trimestre anterior e caindo -13,7% (menos 489 mil) na comparação anual.

* Com informações da PNAD Contínua do IBGE

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