A ação conjunta da Polícia Civil com o Ministério Público de São Paulo e a Corregedoria Geral da Administração estadual cumpre nesta quarta-feira (5) mandados de busca e apreensão na Capital, Baixada Santista, e nas regiões de Araçatuba, Bauru, Campinas e Presidente Prudente.

As diligências da Polícia Civil fazem parte da Operação Raio X, iniciada em setembro de 2020, quando foram cumpridos 237 mandados de busca e apreensão e 64 de prisão, em municípios de São Paulo e em 57 cidades de outros Estados, como Pará, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

À época, foi divulgado que a ação seria o resultado de dois anos de investigações que apontou a existência de um esquema de corrupção envolvendo agentes públicos para desvio de recursos em contratos de gestão de saúde com organizações sociais.

Em dezembro passado, o Ministério Público de São Paulo informou que 12 pessoas foram condenadas a penas que chegam a 21 anos de prisão por envolvimento em contratos superfaturados na administração de unidades de saúde em cidades do interior paulista.

Segundo os promotores, interceptações telefônicas e análises do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicaram que a quadrilha cobrava preços superfaturados e recebia pagamentos por serviços não prestados.

"Operação política"

Um dos alvos das ordens de busca efetuadas nesta manhã, o ex-governador e pré-candidato ao governo de São Paulo, Márcio França, disse em rede social que foi uma ação política.

"Começaram as eleições 2022.  1ª Operação Política. Não há outro nome para uma trapalhada, por falsas alegações, que determinadas 'autoridades', com 'medo de perder as eleições', tenham produzido os fatos ocorridos nesta manhã em minha casa", escreveu França.

"Essa é uma operação política e não policial. Ela é, evidentemente, de cunho político eleitoral. Não tenho ou tive qualquer relação comercial ou advocatícia com as pessoas jurídicas e físicas que são alvo da investigação".

"Eu não sou alvo de nenhuma operação, pois sou advogado particular, não tenho relações nem vínculo com serviços públicos. Não tenho relação com a área médica ou de saúde. Tenho 40 anos de vida pública, não respondo a nenhum processo criminal", acrescentou França.

"Só deixarei de ser governador de SP se o povo paulista não quiser. Não tenho medo de ameaças ou de chantagem. Em 40 anos de vida pública, já fui muitas vezes difamado e injustiçado, nunca condenado", afirmou Márcio França.

"Aliás, já enfrentei adversários muito mais qualificados. Não vão ser os meus atuais concorrentes, notórios mentirosos, que me farão recuar".

* Com informações da Agência Brasil

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