No acumulado nos quatro trimestres, terminados em março de 2022, o indicador cresceu +4,7% comparado aos quatro trimestres imediatamente anteriores.

Período de comparação Indicadores
PIB AGRO INDUS SERV FBCF FAM GOV
1º tri / 4º tri (ajustado) +1,0% -0,9% +0,1% +1,0% -3,5% +0,7% +0,1%
Intranual +1,7% -8,0% -1,5% +3,7% -7,2% +2,2% +3,3%
12 meses +4,7% -4,8% +3,3% +5,8% +10,1% +4,6% +3,8%
Valores correntes (R$) 2,2 trilhões 183,6 bilhões 410,9 bilhões 1,3 trilhão 420,0 bilhões 1,4 trilhão 381,6 bilhões
A taxa de investimento (FBCF/PIB) no primeiro trimestre de 2022 foi de 18,7% do PIB, portanto abaixo do observado no mesmo período do ano anterior (19,7%)

Em valores correntes, o PIB no primeiro trimestre de 2022 totalizou R$ 2,249 trilhões, sendo R$ 1,914 trilhão referente ao Valor Adicionado (VA) a preços básicos e R$ 335,3 bilhões aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.

Desempenho intranual

Quando comparado a igual período do ano anterior, o PIB teve crescimento de +1,7% no primeiro trimestre de 2022.

O Valor Adicionado a preços básicos teve variação positiva de +1,9% e os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios avançaram em +0,5%.

A Agropecuária registrou queda de -8,0% em relação a igual período do ano anterior. Alguns produtos agrícolas, cujas safras são significativas no primeiro trimestre, apresentaram decréscimo na estimativa de produção anual e perda de produtividade: soja (-12,2%), arroz (-8,5%), fumo (-7,3%) e mandioca (-2,7%). Já o milho, que também tem safra relevante no trimestre, apontou ganho de produtividade e crescimento na produção anual, estimado em +27,5%.

A Indústria apresentou queda de -1,5%. Nesse contexto, a Indústria de Transformação (-4,7%) registrou a maior queda, sendo seu resultado influenciado, principalmente, pela fabricação de máquinas e aparelhos elétricos; fabricação de produtos de metal; fabricação de produtos de borracha e material plástico; indústria moveleira e farmacêutica. Houve recuo também nas Indústrias Extrativas (-2,4%), que foram afetadas pela queda da extração de minérios ferrosos que superou o aumento ocorrido na extração de petróleo e gás.

A Construção (+9%), por sua vez, teve sua quinta alta consecutiva. A alta na ocupação da atividade corrobora seu crescimento em relação ao ano anterior. A atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (+7,6%) também cresceu no período, sendo favorecida pela menor geração de energia pelas termoelétricas no período.

O valor adicionado dos Serviços subiu +3,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior. As atividades que apresentaram alta foram: Outras atividades de serviços (+12,6%), influenciada pela retomada da demanda por serviços presenciais; Transporte, armazenagem e correio (+9,4%); Informação e comunicação (+5,5%); Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (+2,9%); e Atividades Imobiliárias (+0,3%). As que tiveram retração foram:  Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-1,6%) e Comércio (-1,5%).

A Formação Bruta de Capital Fixo recuou -7,2% no primeiro trimestre de 2022, após cinco trimestres de crescimento consecutivos. Além do Repetro do primeiro trimestre de 2021, este desempenho é explicado pela queda na produção interna e na importação de bens de capital.

A Despesa de Consumo das Famílias cresceu +2,2%. Esse resultado foi influenciado pela retomada da demanda por serviços presenciais.

A Despesa de Consumo do Governo também apresentou elevação (+3,3%) em relação ao primeiro trimestre de 2021.

No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços apresentaram alta de +8,1%, enquanto as Importações de Bens e Serviços recuaram -11,0% no primeiro trimestre de 2022. Dentre as exportações de bens, aqueles setores que contribuíram mais para o resultado positivo foram: agropecuária; produtos alimentícios; derivados do petróleo e biocombustíveis; e produtos de metal. Na pauta de importações de bens, a queda se deu principalmente por: produtos químicos; máquinas e aparelhos elétricos; metalurgia; e produtos alimentícios.

PIB cresce +4,7% no acumulado em quatro trimestres

O PIB acumulado nos quatro trimestres terminados em março de 2022 apresentou crescimento de +4,7% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Esta taxa resultou do avanço de +4,5% do Valor Adicionado a preços básicos e de +5,9% nos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.

O resultado do Valor Adicionado decorreu dos seguintes desempenhos: Agropecuária (-4,8%), Indústria (+3,3%) e Serviços (+5,8%).

Todas as atividades industriais apresentaram variação positiva: Construção (+11,3%); Indústrias Extrativas (+3,2%); Indústria da Transformação (+2,0%); e Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (+1,3%).

Nos Serviços, houve resultados positivos para: Transporte, armazenagem e correio (+13,7%); Outras atividades de serviços (+12,9%); Informação e comunicação (+12,3%); Comércio (+4,0%); Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (+3,3%); e Atividades imobiliárias (+1,3%). Houve queda apenas para Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-0,9%).

Na análise da demanda, a Despesa de Consumo das Famílias, a Despesa de Consumo do Governo e a Formação Bruta de Capital Fixo cresceram +4,6%, +3,8% e +10,1%, respectivamente.

No âmbito do setor externo, as Exportações de Bens e Serviços cresceram +7,4%, enquanto as Importações de Bens e Serviços apresentaram elevação de +7,0%.

* Com informações da Agência IBGE Notícias

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