O crescimento da economia foi puxado pelas altas nos Serviços (+4,7%) e na Indústria (+4,5%), que juntos representam 90% do PIB brasileiro, enquanto a Agropecuária recuou -0,2% no ano passado, prejudicada pela estiagem e geadas.

A taxa de investimento (FBCF/PIB) em 2021 foi de 19,2% do PIB, acima do observado no ano anterior (16,6%).

A taxa de poupança (POUP/PIB) foi de 17,4% (ante 14,7% em 2020).

O consumo das famílias avançou +3,6% e o do governo subiu +2,0%. No ano anterior, esses componentes haviam recuado -5,4% e -4,5%, respectivamente.

O balanço de bens e serviços registrou alta de +12,4% nas importações e de +5,8% nas exportações. Em 2020, tinham recuado -9,8% e -1,8%, respectivamente.

Período de comparação Indicadores (%)
PIB AGROP INDUS SERV FBCF CONS. FAM CONS. GOV
2021 / 2020 (sem ajuste sazonal) +4,6% -0,2% +4,5% +4,7% +17,2% +3,6% +2,0%
Valores correntes no ano (R$) 8,7 trilhões 598,1 bilhões 1,6 trilhão 5,2 trilhões 1,7 trilhão 5,3 trilhões 1,7 trilhão
Taxa de investimento (FBCF/PIB) 2021 = 19,2%
Taxa de poupança (POUP/PIB) 2021 = 17,4%

“Todas as atividades que compõem os Serviços cresceram em 2021, com destaque para transporte, armazenagem e correio (+11,4%). O transporte de passageiros subiu bastante, principalmente, no fim do ano, com o retorno das pessoas às viagens. A atividade de informação e comunicação (+12,3%) também avançou puxada por Internet e desenvolvimento de sistemas”, explica a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Outras atividades de serviços (+7,6%) também tiveram alta no período. “São atividades relacionadas aos serviços presenciais, parte da economia que foi a mais afetada pela pandemia, mas que voltou a se recuperar, impulsionada pela própria demanda das famílias por esse tipo de serviço”, acrescenta Palis.

Cresceram ainda o comércio (+5,5%), atividades imobiliárias (+2,2%), administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade sociais (+1,5%) e atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (+0,7%).

Na Indústria, o destaque positivo foi o desempenho da Construção que, após cair -6,3% em 2020, subiu +9,7% em 2021.

As indústrias de transformação (+4,5%), com maior peso no setor, também cresceram, influenciadas, principalmente, pela alta nas atividades de fabricação de máquinas e equipamentos; metalurgia; fabricação de outros equipamentos de transporte; fabricação de produtos minerais não-metálicos; e indústria automotiva. As indústrias extrativas avançaram +3,0% devido à alta na extração de minério de ferro.

Na Agropecuária, apesar do crescimento da produção de soja (+11%), culturas importantes da lavoura registraram queda na estimativa de produção e perda de produtividade em 2021, como a cana-de-açúcar (-10%), o milho (-15%) e o café (-21%).

"O baixo desempenho da Pecuária é explicado, principalmente, pela queda nas estimativas de produção dos bovinos e de leite”, detalha Palis.

*  Com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

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