O crescimento da atividade econômica foi disseminado por praticamente todas as áreas.

Agropecuária cresceu 2,1% em relação a igual período de 2018.

Indústria cresceu 1,0% e Construção, 4,4%.

O valor adicionado de Serviços cresceu 1,0% na mesma comparação, com destaque para Informação e Comunicação (4,2%) e Comércio (2,4%). Também houve avanços em Atividades Imobiliárias (1,9%), Atividades Financeiras, de Seguros e Serviços Relacionados (1,3%) e Outras Atividades de Serviços (0,9%).

Indústrias Extrativas cresceu 4,0%. Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos cresceu 1,6%. Indústrias de Transformação recuou 0,5%.

Despesa de Consumo das Famílias teve expansão 1,9%, seu décimo trimestre seguido de avanço. O consumo das famílias foi um dos motores do crescimento do PIB do terceiro trimestre, com alta de 0,8% sobre o período de abril a junho.

O mercado acredita que o consumo privado seguirá puxando a economia até o fim do ano. Em outubro, o Ministério da Economia estimou que a antecipação do FGTS iria liberar R$ 12 bilhões para impulsionar as vendas de Natal, valor que sobe para R$ 14,5 bilhões quando somado com o pagamento de R$ 2,5 bilhões do 13.º para os beneficiários do Bolsa Família.

Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) avançou 2,9%, seu oitavo resultado positivo, atingindo o patamar de 16,3% do PIB.

Exportações de Bens e Serviços caiu 5,5% e Importações de Bens e Serviços subiu 2,2%.

No terceiro trimestre o PIB cresceu 0,6% na comparação com o segundo trimestre.

A mediana das expectativas em pesquisa da Reuters era de crescimento de 0,4% do PIB no terceiro trimestre de 2019 em relação ao anterior.

No acumulado do ano, até o mês de setembro o PIB cresceu 1,0% em relação a igual período de 2018.

Emprego

A população ocupada é de 94 milhões, alta de 1,6% comparado ao mesmo trimestre de 2018, segundo o IBGE.

A pesquisa contabilizou 12 milhões de trabalhadores sem carteira assinada, alta de 2,4% em relação a outubro de 2018. O aumento equivale a 280 mil novos postos sem registro formal no mercado de trabalho.

Os trabalhadores por conta própria somam 24,4 milhões no País, 913 mil (3,9%) trabalhadores a mais em relação ao mesmo período de 2018.

A taxa de desemprego permaneceu em 11,6%, número semelhante ao do  trimestre de maio a julho, que registrou 11,8%, e também próximo ao  divulgado no trimestre de agosto a outubro de 2018, 11,7%. São 12,4  milhões de brasileiros desempregados.

A população subutilizada, composta por quem procura emprego, quem  desistiu de procurar ou quem trabalha menos horas do que gostaria,  diminuiu 3,5% frente ao trimestre anterior. Foram menos 972 mil pessoas  nessa situação, chegando a 27 milhões.

O excesso de ociosidade no mercado de  trabalho não corresponde apenas ao desvio da taxa de desemprego em relação ao seu nível natural, mas também deve levar em conta o número  médio de horas trabalhadas em relação àquele que seria um nível usual.

"Segundo dados da PNAD-C referentes ao 2º trimestre, o número médio semanal de horas  efetivamente trabalhadas em todas as ocupações estava cerca de 3% abaixo  daquele que seria um nível normal. Muitas das quase 4,4 milhões de ocupações que foram geradas pela economia brasileira desde o final de 2016 são do tipo part-time, tanto no setor formal (as mudanças  na legislação trabalhista no final de 2017 ampliaram o leque de  possibilidades nesse aspecto), como, principalmente, no setor informal. Isso não seria de todo ruim caso outros recortes da PNAD-C não estivessem apontando que  muitas dessas pessoas gostariam de trabalhar mais. Ou seja: estão  subempregadas."
...
"Portanto, a despeito dessa mudança de  composição (mais emprego e menos horas médias) estamos rodando em falso  há quase 3 anos, nesse aspecto. Os efeitos deletérios disso sobre o  potencial de crescimento só vão se avolumando, via fuga de cérebros; destruição do capital humano associado às habilidades específicas adquiridas no ambiente de trabalho; impacto sobre a saúde mental dos trabalhadores (tanto os desempregados como os empregados, que temem perder seus empregos)."

Bráulio Borges

Revisão do PIB 2018

O IBGE divulgou a revisão do PIB de 2018, passando de 1,1% para 1,3%.

A maior alteração foi no crescimento da atividade Agropecuária, passando de 0,1% para 1,4%. Segundo o IBGE,  foram incorporadas novas fontes de dados, como a Produção Agrícola Municipal  (PAM), a Produção da Pecuária Municipal (PPM) e a Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (Pevs).

Os Serviços foram ajustados em +0,2 p.p. passando de 1,3% para 1,5%.

* Com dados do IBGE e do IBRE/FGV

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