A Operação Vernissage investiga pagamentos de propina de mais de R$ 12 milhões no esquema montado para fraudar licitações na Transpetro.

A ofensiva é um desdobramento da 65ª fase da Lava Jato, a Operação Galeria.

Um dos objetivos da Vernissage é apreender mais de cem obras de arte adquiridas por um investigado, indica o Ministério Público Federal.

Parte do dinheiro desviado era ‘lavado’ por meio da compra de obras de arte.

As partes emitiam notas fiscais e recibos, mas a diferença chegava a até 1.300% entre os valores declarados à Receita Federal e os negociados em galerias de arte.

Atualização 14/01 - A Polícia Federal entregou, na tarde desta quinta-feira (14), cerca 100 obras de arte ao Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba.

As obras foram apreendidas na última terça-feira (12), durante a deflagração da 79ª fase da Operação Lava Jato, denominada Vernissage. Foto: © Polícia Federal em Curitiba-PR
As obras foram apreendidas na última terça-feira (12), durante a deflagração da 79ª fase da Operação Lava Jato, denominada Vernissage. Foto: © Polícia Federal em Curitiba-PR

Foram identificadas peças de artistas brasileiros de renome internacional como Adriana Varejão, Alfredo Volpi, Anna Bella Geiger, Beatriz Milhazes, Lygia Clark, Iberê Camargo, Mariana Palma, Renê Machado, Sandra Cinto e Vik Muniz.

Segundo a PF, as obras serão periciadas para atestar autenticidade e condições atuais.

* Com informações da Agência Brasil

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