A Petrobras antecipou hoje (14) o pagamento integral de um contrato  de financiamento com o China Development Bank (CDB), totalizando US$ 3 bilhões, cujo vencimento ocorreria em 2024.

A companhia também notificou o banco de desenvolvimento sobre o pagamento antecipado de outro financiamento, a ser realizado em 16 de dezembro de 2019, conforme permitido contratualmente, no valor de US$ 5 bilhões, cujo vencimento ocorreria em 2027.

De acordo com a Petrobras, as operações estão em linha com a estratégia de gerenciamento de passivos da companhia, que visa à melhora do perfil de amortização e do custo da dívida, levando em consideração a meta de redução da dívida prevista em seu Plano de Negócios e Gestão 2019-2023.

Origem dos empréstimos

Em 2017, a Petrobras era a produtora de petróleo mais endividada do mundo e foi forçada a vender ativos e cortar gastos à medida que se recuperava da queda dos preços do petróleo e do gigantesco escândalo de corrupção.

Um acordo de cooperação assinado durante a visita do Presidente Michel Temer à China, em setembro de 2017, permitiu que a Petrobras buscasse novas opções de financiamento na China e fizesse uso da segunda metade de uma linha de crédito de US $ 10 bilhões aberta pelo China Development Bank e garantida pelas exportações brasileiras de petróleo.

Em dezembro de 2016, a companhia brasileira tinha emprestado US $ 5 bilhões iniciais pelo prazo de dez anos, cujos juros e principal podiam ser pagos em dinheiro e/ou petróleo, à escolha da China.

A cooperação com o banco de desenvolvimento chinês alegadamente cobriria o financiamento e arrendamento de plataformas e outros equipamentos necessários para a exploração e produção de petróleo, além de investimentos conjuntos em exploração e refino.