No segundo trimestre de 2019, a produção de ovos bateu o recorde da série histórica, iniciada em 1987. Foram 942,45 milhões de dúzias de ovos de galinha, segundo os resultados completos da Estatística da Produção Pecuária,  divulgados hoje pelo IBGE.

Produção de carne, leite e ovos 2T18 1T19 2T19 2T19 /
2T18
Peso das carcaças (milhões toneladas)
BOVINOS 1,91 1,95 2,00 +4,9%
SUÍNOS 0,98 0,99 1,02 +4,3%
FRANGOS 3,33 3,36 3,34 +0,3%
Leite (bilhões litros)
Industrializado 5,47 6,21 5,85 +6,9%
Ovos de Galinha (milhões dúzias)
Produção 879,54 924,75 942,45 +7,2%
FONTE: IBGE. Os dados de 2019 são preliminares.

O mercado das carnes está aquecido pelo aumento da demanda externa,  sobretudo na China. “A peste suína africana, que ocorreu na China,  aumentou a demanda por carnes brasileiras de todos os tipos”, explica a  gerente de Pecuária do IBGE, Angela Lordão.

Safra recorde de grãos

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que este ano o País deverá colher 242,1 milhões de toneladas de grãos. O crescimento de 6,4% deve-se à maior produção de algodão e milho e estabelece o novo recorde da série histórica.

Já o IBGE, estima a produção recorde de 239,8 milhões de toneladas de grãos.

O recorde deve ser puxado pelo crescimento de 21,5% no milho,  totalizando 98,9 milhões de toneladas. Com isso, o milho atinge  patamar recorde desde o início da série histórica em 1975.

Segundo o gerente de Agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, o  aumento da produção do milho foi favorecido pela antecipação do plantio da soja, que após colhida dá lugar ao milho, e pelas boas condições do  clima. Além disso, o preço do milho estava atraente no mercado internacional.

“O Brasil exportou muito milho em 2019, especialmente para países que  atendem o mercado chinês e que estão ampliando a produção de carne de porco em razão da gripe suína na China”, explica Carlos Alfredo.

No quadro de oferta e demanda da Conab, o milho mostra expectativa de exportação recorde, de quase 35 milhões de toneladas.

O aumento da demanda chinesa também favoreceu o crescimento de outro  produto – o algodão, produzido principalmente no Mato Grosso e na Bahia.  Com crescimento de 32,4%, estão estimadas 6,5 milhões de toneladas do  produto contra 4,9 milhões no ano passado.

* Com dados e informações do IBGE, CONAB e do jornal Agora MS

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